quarta-feira, 25 de junho de 2008

Amanhã sem falta !


Consumir com moderação !

No próximo dia 3 várias associações do sector estarão em Lisboa na Assembleia da República para apresentar uma campanha de apoio ao consumo moderado e responsável dos vinhos. É às 15:00 e tem entrada livre.

A formação do consumidores para a moderação é uma obrigação nossa. Seremos aliás os únicos interessados pois bem se vê que os lóbis da saúde se encontram minados por gente que defende a pura e simples proibição.

Cada empresa pode colaborar de forma eficaz introduzido apelos à moderação no seu sitio internet e até nos contra rótulos.

Interessa-nos combater o consumo excesivo e obter, em contrapartida, clientes que consomem de forma moderada mas regular.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Para onde vai o Rosé ?


Temos assistido a um aparecimento em catadupa de marcas de Vinho Verde Rosé. Primeiro foram os pequenos produtores, agora são as grandes marcas. Há um Muralhas Rosé, um Ponte da Barca Rosé e em breve teremos outras surpresa numa das marcas líder da região.

Na data em que escrevo este texto são exactamente 103 marcas de Vinho Verde Rosado. Nem mais !

E muitos destes são excelentes. Vinhos que eu compro e partilho com os amigos em petiscos de fim de tarde e refeições ligeiras. Vinhos que surpreendem sempre quem não conhece os rosés da nossa região.

A oferta cresce em qualidade e em quantidade.

Mas o que vale e como se está a comportar o mercado nacional dos rosados ?

Os dados AC Nielsen que nos são fornecidos pela ANDOVI indicam o seguinte no periodo até 31/12/2007:
  • os rosados representam 2,5% do mercado nacional, não tendo crescido em quota ao longo de 2007;
  • têm uma sazonalidade forte com quotas máximas de 3,4% no verão e mínima de 1,7 em Fevereiro.
Para se perceber o pouco que estes vinhos representam no mercado, lembro que a quota no mercado "Nacional" do Vinho Verde Tinto é de 2%. Quer dizer pois que todos os rosés do país juntos têm uma quota que não difere muito daquela que tem o Verde tinto ! Surpreendido ? continue a ler.

É justo dizer que as vendas de Vinho Verde Rosé se têm comportado muito bem:
  • em 2005, 472.905 litros
  • em 2006, 572.656 litros
  • em 2007, 922.284 litros.
Porém, este aumento nas vendas tem alimentado uma expectativa que leva os produtores a investir mais e mais. Aumenta a oferta mais do que a procura, aumentam os stocks:
  • em 2005, 1.193.915 litros
  • em 2006, 2.001.692 litros
  • em 2007, 1.878.841 litros
O rosé é pois um produto interessante, com uma procura que cresce e certamente com possibilidades na exportação. Pode ser uma excelente forma de rentabilizar alguma oferta em excesso de uva tinta. E é, claro, um complemento de gama. Mas há que ser prudente e aceitar que, mesmo que cresça, este mercado ainda representa quantidades muito limitadas.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Stocks a 30 de Maio

( clique na imagem para aumentar )

Os stocks estão "curtos". O branco desce de 48 para 35 milhões de litros no mesmo período dos dois anos. O vinho que se encontra nos armazenistas e nas cooperativas certamente já não vai circular senão em garrafa e os 4 milhões de litros que estão na produção estarão de tal modo repartidos entre 30.000 produtores que não é razoável esperar que muito deste vinho entre no circuito do engarrafado: é meia pipa aqui, uma pipa ali.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Boas notícias !

A reentrada da J. M. Fonseca no Vinho Verde tem passado despercebida à maior parte dos operadores e porém é, no meu entender, uma evolução do maior interesse. O efeito Casal Garcia-Gazela começa a atrair mais investidores. A JMF, além de uma forte presença em Portugal, tem uma admirável rede de distribuição mundial onde marcas como o Periquita e o Lancers ganham uma dimensão insuspeita no nosso país. No caso do Verde, JMF está a concentrar-se num mercado com enorme potencial, os EUA. Os primeiros indicadores são de uma receptividade muito acima das expectativas.

Uma das principais missões das CVR's, tanta vez esquecida, é a de captar investidores para a região. Foi por isso com grande expectativa que reuni há dias com a administração de outra grande empresa Portuguesa que pretende investir no Vinho Verde. Fiz uma breve apresentação da região. Trata-se de uma empresa que está no negócio do Vinho Verde mas que pretende investir e alargar muito a sua presença no mercado, nomeadamente na exportação. Pelo que percebi, não é um projecto leviano. Foram feitos estudos em detalhe sobre os nosso vinhos, as principais marcas, os clientes e os canais de distribuição. E haverá "munição" para alimentar o esforço de crescimento.

Regressei ao Porto com uma grande satisfação mas com uma pergunta na cabeça...: onde é que vamos arranjar uvas para isto tudo ?

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Rendimentos por hectare

Reunido com a equipa da Escola de Gestão do Porto que está a fazer com a ANCEVE um interessante e detalhado estudo sobre a situação das empresas da região, a conversa começou nas empresas e no marketing e cedo se concentrou na viticultura e na sua rentabilidade.

Quando os estudos apontam para um custo da uva na ordem dos 35 cêntimos por hectare, o produtor que produza boa uva não pode continuar a receber menos disso. Ano após ano.

Curiosamente recebi no mesmo dia um estudo sobre os rendimentos por hectare na região, elaborado pelo nosso departamento de sistemas de informação.

Prepare-se para os números relativos a 2007:
  • 22.000 hectares de vinha
  • 28.000 DCP's
  • rendimento por hectare médio, 4.200 kgs
  • relação redimento médio/ máximo, 39%
A dureza dos números suscita-me um par de observações e tres recomendações.

Em primeiro lugar quanto à rentabilidade. Como pode a viticultura ser rentável quando só aproveita a 39% o seu potencial produtivo ? Ou menos, tendo em conta o argumento de alguns "bons" viticultores segundo o qual o limite legal é muito baixo para as vinhas novas, bem implantadas e tratadas.

Segundo: afinal onde é que estão esses manifestos que declaram produções enormes ? ( em posts futuros observaremos o dito papel )

E quanto as recomendações ?

Viticultura, viticultura, viticultura. A revolução da região tem de passar por aqui. Não pelo agricultor probrezinho, choroso ou reclamante mas sempre subsídio-dependente. Sim, pelo empresário vitícola que produz uvas de qualidade, adaptadas ao mercado, e ao qual temos de arssegurar pagamento e rentabilidade. Não é para o bem dele: é pela sobrevivência da região !

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A Rota dos Vinhos gera vendas no tempo ?


O turismo que há no entre-Douro-e-Minho, mesmo o que não é turismo enológico, é susceptível de gerar vendas ao longo do tempo ?
O turista chega a casa e pede os nossos vinhos ?

Clique aqui para ler um breve estudo sobre este assunto.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O que procura o cliente no Vinho Verde ?


Clique na imagem para aumentar


A Wine Intelligence, de Londres, está a fazer um estudo muito interessante sobre os nossos principais mercados: Portugal, Brasil, EUA, Canadá, Reino Unido e Alemanha. Em Junho teremos uma sessão aberta em que as empresas poderão conhecer o trabalho em detalhe e debate-lo.

Uma questão sempre em aberto é saber o que é que os clientes procuram/valorizam nos nosso vinhos. Há três anos aumentamos o título alcoométrico máximo admitido para o Vinho Verde. E são vinhos com mais álcool que o mercado procura ?


Veja na imagem acima, o que é que o cliente valoriza nos nossos vinhos em cada um dos mercados, de acordo com o estudo. Contacte-me ou ao departamento de marketing da CVRVV para receber cópia integral do documento.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Decanter, Junho 2008

Leitura a correr que o tempo não dá para tudo. Bons artigos sobre o Novo Mundo, um artigo curioso sobre como o enoturismo da California tem tantos visitantes que já é um stress !

Registo a bold um artigo do Charles Metcalfe na pag. 82 sobre a diversidade e qualidade dos vinhos portugueses que menciona as várias DOC's e regionais. Nem se esqueceu do DOC Alenquer e do Regional Ribatejano. Só há uma região que não mencionou. O facto de esta representar 30% da produção nacional e ser o segundo maior exportador é absolutamente indiferente. Compreendo que ele possa gostar ou não dos nossos vinhos, mas simplesmente ignorar o Vinho Verde é fantástico.

Realmente, há jornalistas para quem os factos são um tremendo incómodo...

domingo, 1 de junho de 2008

De bicicleta rumo ao Alvarinho

A Ecopista do Rio Minho, entre Valença e Monção é uma das formas mais agradáveis de visitar a nossa Região. Chegado a Valença, tome a estrada para Monção por uns 200 metros, e vire à esquerda logo após a ponte sobre o caminho de ferro. Descendo, encontra um parque de estacionamento e aí começam os 13 kms que atravessam a natureza quase até Monção.

A ecopista usa o trilho da antiga linha de caminho de ferro, hoje bem sinalizada e pavimentada. Pode fazer o percurso a pé, de bicicleta ou patins. O percurso atravessa campos, aldeias e vinhas. Há locais para descanso e todos os cruzamentos estão sinalizados com segurança. Não chega mesmo ao centro de Monção mas fica perto. E não precisa de ser um/a atleta: o traçado é plano !

Está em execução a segunda fase da Ecopista, que a levará até à termas de Monção e a ligará à ecopista espanhola de Salvaterra, na outra margem do Minho.

O vale do Minho é um excelente local para um fim de semana. Boa hotelaria, gastronomia, excelentes vinhos e a gasolina barata ali ao lado !