quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O nosso IVV

Que excelente exposição encontrei ontem ao chegar ao IVV. Aproveitando a emissão de selos pelos CTT, o IVV elaborou painéis comemorativos das regiões que completam um século este ano.

Eu fui daqueles que defendeu que o IVV não deveria ser extinto, quando o Ministro perguntou ao sector o que é que queríamos. Entendo que o sector vitivinícola é muito mais eficaz e forte se tiver um Instituto Público especializado. Fico pois bem satisfeito por ver o IVV a promover as regiões centenárias !

( o cartaz relativo à nossa região tem uma ligeira gralha mas está excelente. Já pedi para vir para a CVRVV após o fim da exposição. Ficará cá exposto e poderá andar pela região )

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Mais uma corrida para Lisboa - a 2ª esta semana !

( imagem do comboio foguete Porto-Lisboa que funcionou entre 1954 e 1967 com equipamento FIAT; demorava 4h30 )

Na segunda foi uma reunião com o Ministro da Agricultura, para tratar de vários assuntos. Uma excelente reunião, registo, onde fomos bem recebidos e tratamos vários assuntos com sucesso.

Um destes é problema dos direitos alfandegários que o Brasil ameaça aumentar sobre os vinhos. O Ministro anunciou o calendário de medidas que vai tomar para tentar evitar este problema e que ( não leve a mal o leitor ) não citarei aqui. Um problema no nosso relacionamento com o Brasil é que as negociações têm de se desenvolver sempre ao nível da União Europeia, ou seja ,não podemos pedir ao Brasil para criar para Portugal condições que não criaria para os restantes europeus. E por outro lado o vinho é apenas uma parte do dossier. Naturalmente que os Brasileiros querem exportar fruta, bio-combistíveis, etc etc. e também eles querem que a UE reduza as suas taxas sobre estes produtos.

Outro, o do acesso das empresas do nosso sector a uma linha de crédito com juro bonificado, irá ter boas notícias nos próximos dias.

Em quase duas horas de trabalho, muitos foram os assuntos tratados. O último destes tem a ver com uma data próxima, 7 de Dezembro, dia em que decorrerá uma festa do vinho no Terreiro do Paço.

Hoje, mais outra corrida. Desta vez para reunir com todas as CVR's e a Direcção da Viniportugal. na ausência do presidente. Vou transmitir o nosso apoio à organização mas também a nossa grande apreensão quanto a vários pontos do plano e orçamento da Viniportugal. Julgo que é da alguma imprudência a Viniportugal marcar a assembleia geral sem a devida preparação, mas logo veremos.

Por vezes vejo a região alheada destes problemas, o que me parece errado. Desde logo pelo aspecto orçamental. Quer saber em quanto é que a sua empresa contribui para o sistema ? é simples: multiplique o número de litros que vende por 2$70 e obtem o total. Dessa valor, 70% é para suportar o IVV e 30% para a Viniportugal. Fica assim a saber qual é o seu contributo exacto.

Depois por um segundo ponto, porventura mais importante. A exportação é essencial para nós. O Vinho Verde exportou em 2007, 23 milhões de euros / 11 milhões de litros. Ora, não só a promoção é importante, como é essencial que seja a promoção como nós queremos.

Neste contexto, custa-me a perceber que o presidente cessante da viniportugal ande a viajar pelo mundo num momento em que a sua presença é requerida pelas mais importantes questões estratégicas. Não terá a Viniportugal profissionais que o possam fazer ao menos nesta altura ? sem mais...

Alvarinho I

( cultivo de Alvarinho na Austrália )

Titulo este texto "Alvarinho I " porque estou a preparar um conjunto de apontamentos mais ponderados sobre esta casta.

Nos próximos anos vamos assistir ao aparecimento de Alvarinhos de todo o lado. Só quem insista em manter os olhos fechados não o percebe. Aqui na região serão cada vez mais Alvarinhos regionais. Ainda hoje me ofereceram 3 garrafas de uma nova marca e está-se a plantar muito Alvarinho. No resto do pais, serão regionais e DOC's. E não esquecer o vinho de mesa com indicação de casta que aparecerá na próxima vindima. E pelo mundo fora, é o que vê na foto em cima. Ainda há pouco tempo esteve aqui e na Galiza a equipa de viticultura de uma das maiores empresas da Nova Zelândia. Vieram conhecer a casta para a plantar.

Para defender a região, e obviamente para defender os produtores de Monção e Melgaço, temos de discutir serenamente esta questão. Será que somos competitivos ? será que temos marcas e empresas fortes no Vinho Verde Alvarinho ? como aumentar as vendas e sobretudo a exportação ?

Tenho comigo um estudo de mercado muito interessante que foi feito pela escola de negócios da Caixanova de Vigo para os nossos colegas da DO Rias Baixas e outros trabalhos. Em breve coloco aqui alguns contributos para essa reflexão serena.

Entretanto, clique na imagem para ler o artigo original e muito obrigado ao produtor que f.f. de o enviar.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Seminário: hipermercados na CAP 11 Dezembro


O auditório da CAP, sito ao Colombo em Lisboa é palco de um excelente encontro anual que congrega os compradores de vinhos principais grandes superfícies, a empresa de estudos e análises de mercado Nielsen e os produtores e comerciantes de vinhos. A reunião deste ano decorrerá no dia 11 de Dezembro à tarde.

É uma reunião muito rica. Abre a Nielsen , que faz um balanço estatístico detalhado sobre a evolução do mercado ao longo do ano, a que se segue a intervenção dos compradores, e por último vários oradores do sector. A plateia tem a oportunidade de questionar e debater com os oradores. É, que eu conheça, a única acção deste tipo no país para o nosso sector e só é pena que não decorra também na nossa região !

Inscreva-se aqui.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Arranque de vinha: resultados finais

O IVV enviou já para Bruxelas os pedidos de arranque da vinha recebidos em todo o país. É, quanto a mim, menos que o esperado. Estamos bem longe do cenário catastrófico que se previa em fase de negociação da OCM. Os valores, que ainda vão ter bastante rateio, são os seguintes:

Total nacional, 5160 hectares

Por regiões:
  • Minho, 280,23
  • Trás os Montes, 631,54
  • Beiras, 1508,66
  • Estremadura, 783,18
  • Ribatejo, 1375,28
  • Terras do Sado 130,06
  • Alentejo, 348,40
  • Algarve, 49,02

Na semana final do Vitis !

Sexta-feira acaba o prazo para se candidatar ao Vitis.

Ainda vai a tempo !

Não hesite em me contactar directamente se tiver alguma dificuldade. No caso de ter uma candidatura agrupada mas não conseguir os 25 hectares, talvez o possamos ajudar.

E no caso de se querer candidatar mas não tiver a documentação necessária, certamente a DRAPN o pode ajudar. A equipa da DRAPN está muito mobilizada para que este projecto seja um sucesso, pelo que não deixe de os contactar se precisar de informação ou apoio.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Produções 2008


Aqui estão as produções do ano. Um pouco mais do que o ano passado, embora com alterações dignas de registo. Uma importante é no mosto. Quase o dobro de 2007, neste momento já produzimos muito mais mosto do que vinho regional. Vale a pena proximamente debater esta questão do mosto sob o ponto de vista técnico. Pelo que sei, há uma corrida das empresas/cooperativas da região à compra de dessulfitadores.

O rosado aumenta, no Verde e no regional. Porém atenção ( ver texto de há alguns meses ) pois o aumento do mercado de rosado está aquém dos aumentos de produção. E note que temos 400.000 litros de mosto rosado Verde.

Finalmente, a questão que todos nos pomos é: este vinho é suficiente ?

Para simplificar, o cenário apenas do branco.

Em primeiro lugar, vamos determinar qual é o vinho que está efectivamente disponível para venda. No caso do branco temos 7.872.611 de mosto, a que acrescem não os 47.275.341 que tem em cima, mas sim 43.655.282, pois há que considerar o autoconsumo dos produtores já declarado na DCP. Em "contas de merceeiro" temos pois que o vinho branco disponível para venda é de aproximadamente 51 milhões de litros, a que ascrescem uns aprox. 15 milhoes de litros de vinho do ano passado em stock à data da vindima.

E quanto venderemos ?

A vendas de branco foram de 46M em 2005, 50M em 2006 e 55M em 2007. Este ano a curva de vendas tem vindo ao nível de 2006, ou seja um pouco abaixo da do ano passado. Quanto a 2009, da crise dependemos, e a minha opinião aqui é pouco optimista. É claro pois que o vinho disponível chega para estas vendas, mas não antecipo a evolução nos preços e qual o seu sentido.

Uma nota final. Na análise dos valores de stocks que a CVRVV divulga, tenha sempre em consideração que algum vinho se encontra na pequena produção. A pequena produção este ano são 26.000 pessoas: basta que cada uma tenha em casa uma pipa e já tem aí 13 M litros que realmente existem mas não estão no mercado pois não é fácil/económico recolher uma pipa aqui e outra ali.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Dar Sangue na CVRVV ! a 28 de Novembro

Em colaboração com o Instituto Português de Sangue vamos organizar mais uma recolha, agora no dia 28 de Novembro.

Como em acções anteriores, todos os interessados com mais de 18 anos e peso superior a 50 Kg serão considerados aptos para a respectiva dádiva. Estará presente um médico para fazer a triagem correcta acerca de quem pode ou não dar sangue, uma vez que existem outros factores a ter em consideração.

Dar sangue não custa nada e nem sequer demora muito. Inscreva-se, indicando a hora em que previsivelmente virá cá no dia 28: laraujo@vinhoverde.pt

E já agora, conheça os resultados da Colheita de Sangue realizada no dia 05 de Junho de 2008:

- Inscritos: 86
- Colheitas: 56

Para mais informações, visite também a página do Instituto Portugues de Sangue aqui onde encontrará muita informação sobre a dádiva de sangue e o destino que lhe será dado.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Vendas e stocks em Outubro


Estão cá fora as vendas e stocks em Outubro. A partir de agora, as tabelas passam a estar no sitio da CVRVV também. Se tiver dificuldade em as abrir ou quiser que lhas envie, basta que me contacte por correio electrónico.

O mapa de vendas de Outubro sublinha as tendências que já se manifestavam: o branco desce um pouco, o regional também e o tinto cresce. Se a descida do branco é significativa, na casa dos 15%, o que dizer do tinto, que continua a subir ?

Procurando analisar melhor o que se está a passar com o branco elaborei um segundo quadro ( em baixo ) em que analisamos os segmentos por embalagem.

Da sua leitura torna-se agora claro que a perda de vendas no branco não é tanto no 0,75 mas sim, maciçamente no litro e garrafão. Em qualquer destes segmentos estamos a vender metade do que vendíamos em 2007. De alguma forma é um fenómeno natural. Uma DOC não é um produto adaptado a este tipo de mercado. Mas não deixa de ser preocupante saber que estamos a perder clientes de consumo diário. Há aqui um factor importante: alguns agentes de referência na região transferiram para o vinho de mesa as marcas que tinham nos segmentos mais baixos do Vinho Verde.

Duas reflexões. O aumento consistente de vendas no tinto 0,75 parece-me que deve ser encarado com cautela. Já solicitei acções de fiscalização sobre estes vinhos, não se vá dar o caso de algum branco andar a passear com selo de tinto ...

O mesmo quanto às marcas de Verde que se transferiram para o vinho de mesa. É uma transferência legítima e depende da opção comercial de cada firma. Porém, o que não aceitamos é que este vinho apareça nas prateleiras do Vinho Verde ou nas tabelas de preços e ementas designadas como Vinho Verde.

Esta transferência de marcas de Verde para mesa é genericamente uma má notícia pois naturalmente as marcas são muito do nosso património comercial. Se uma firma transfere uma marca porque a Região não foi capaz de fornecer matéria prima isto não nos deve deixar quietos. Porém, não deixo de pensar na ironia que é chegar a uma prateleira e ver uma marca que era de Verde e agora é de mesa a ser vendida a um preço superior ao dos Verdes que estão em sua volta...

Ligação aos ficheiros no sitio da CVRVV:

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A crise à nossa porta

Ouço no telejornal que Guimarães tem mais de 10.000 desempregados. O regresso de todos os Minhotos que trabalham nas obras em Espanha vai ter um efeito duro na nossa região. E quem mais vai sofrer com o abrandamento da economia é o sector privado, ao contrário da grande Lisboa, onde a economia do Estado garante alguma estabilidade.

Temos de ser mais eficazes, reduzir custos , ganhar competitividade e procurar novos mercados.

Queira Deus que me engane mas creio que vamos entrar num inverno de vários anos. Uma altura em que precisamos de ter ideias claras, boas lideranças e muita energia no trabalho.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Vinhas abandonadas ? penalizações...


A DRAPN vai começar a fiscalizar as vinhas que fizeram reconversões financiadas pelo Vitis desde 2000. As que se encontrarem abandonadas serão registadas em auto para que ao produtor seja exigida a devolução das ajudas recebidas, com a devida penalização e juros.

Uma excelente iniciativa e um bom motivo para que estes produtores optem por manter a vinha em plena produção ou, a arrendem a quem o faça.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Vinho: a consumir com moderação !

Está já disponível na internet a página da campanha europeia para o fomento do consumo de vinhos com moderação.

É uma iniciativa financiada pelo nosso sector e que procura fomentar o consumo esclarecido e responsável. Encontra-a aqui.