sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Marketing em discussão na CVRVV


Excelente manhã de trabalho, a da passada quinta-feira. Começamos um pouco tarde, pelas 10:00 mas só acabamos às duas da tarde e com um cafezito de 5 minutos pelo meio.

Muito debate sobre as três apresentações, o Estudo de Consumidor do Mercado Interno feito para a Viniportugal, o Plano de Marketing da CVRVV para 2009 e a análise estatística do mercado nacional e do consumidor feita pelo orador convidado da Nielsen, que se deslocou de Lisboa para este efeito.

Os três documentos apresentados estão disponíveis no site da CVRVV, a que pode aceder clicando aqui.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Vinhos de mesa

Temos de nos preparar para mudanças profundas no mercado dos vinhos de mesa. A partir da próxima vindima os nosso vinhos vão concorrer com os Loureiros e os Alvarinhos de mesa. Começarão por ser poucos. Mas não pararão de crescer.

Mais do que a concorrência, que sei ser positiva e que venceremos sem duvida, preocupa-me é a desordem. Os produtores de Vinho Verde estão sujeitos a um nível de controle e fiscalização sucessiva que não tem qualquer comparação com o que se passa nos vinhos de mesa.

A CVRVV está pois a ter uma atitude muito simples sempre que detectamos vinhos de mesa que não cumprem a lei: participamos às autoridades competentes.

Não é aceitável que os produtores de Vinho Verde fiquem sujeitos a controles, a custos, a burocracia e sejam confrontados com produtores e vinho de mesa que, infringindo a lei, acham que podem andar a eito. Não podem.

Por isso, participamos à ASAE sempre que encontramos vinhos de mesa com rótulos que indicam ano de colheita, marcas de quinta, castas e outras menções não permitidas pela lei. E participamos à Direcção Geral das Contribuições e Impostos quando deparamos com vinho rotulado como "frisante" mas sobre o qual não é aplicada a taxa normal de IVA de 20%.

Ha uma diferença enorme entre mercado livre e caos. Somos pelo primeiro.

E porém, há uma reflexão interna que temos de fazer. Quando uma empresa da região nos procura queixando-se que este vinhos de mesa lhe estão a tirar mercado, o que revela afinal é que a sua rede comercial se limita ao mercado regional. E que o seu posicionamento é baseado mais no preço no que na força das suas marcas.

E isto é uma fraqueza nossa para a qual não vale a pena andar à procura de bodes expiatórios. Então não e verdade que na Galiza há vino sin etiqueta por todo o lado e porém os nosso vizinhos tem empresas poderosas ?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Marketing:
29 de Janeiro às 09:20 na CVRVV


No próximo dia 29 de Janeiro pelas 09h30 realiza-se no auditório da CVRVV uma reunião de trabalho com os Agentes Económicos da Região dos Vinhos Verdes. Tem como propósito a apresentação do plano e calendário de actividades promocionais a desenvolver pela CVRVV em 2009, incluindo a participação nas principais feiras do sector e as provas de Vinhos Verdes a realizar nos mercados externos. A participação dos Agentes Económicos permite não só conhecer antecipadamente o calendário de actividades, conjugando-o com os planos individuais de cada empresa, mas também manifestar o interesse na participação em algumas ou todas as actividades a realizar, efectuando desde logo uma pré-inscrição.

Na reunião serão também apresentados os dados Nielsen relativos ao mercado de vinhos em 2008 e as principais conclusões do estudo estratégico "Promoção do Vinho Português no Mercado Nacional".

A reunião terá a seguinte ordem de trabalhos:
09h20 - Recepção dos participantes
09h30 - Apresentação dos resultados do estudo estratégico Promoção do Vinho Português no Mercado Nacional
10h15 - Plano de Promoção dos Vinhos Verdes 2009
11h15 - Pausa para café
11h30 - Mercado de Vinhos 2008, dados Nielsen

A participação é gratuita. Inscreva-se agora mesmo por correio electrónico mteixeira@vinhoverde.pt

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Prazos - apoios à promoção !

Acaba no dia 31 o prazo para a entrega de candidaturas para a realização de acções de promoção em mercados fora da UE.

Não esquecer !

Obtenha mais informação e os impressos clicando aqui.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Vinhos, preços e crise

Mais do que a crise que a todos assusta, o que preocupa é a total incerteza. Quando o responsável máximo do Banco de Portugal nos diz que, se fizesse hoje as previsões que fez há quinze dias, os resultados seriam diferentes, então sabemos que nada sabemos !

Parece certo que a inflação vai baixar muito, para próximo do 1% e o PIB se irá retrair em mais de 1%. Diz-se que o consumo privado não irá decrescer pois o aumento dos vencimentos será superior ao da inflação. Sinceramente vejo com apreensão esta "previsão" pois o desemprego irá aumentar e as famílias estão a retrair-se nas despesas, fruto da falta de confiança no futuro. Talvez ( aí sim ) este argumento valha para Lisboa, onde a % de funcionários públicos no total da população é elevada e sabemos que estes serão aumentados em 2,9%.

No meio deste clima, estamos a iniciar uma acção de controle dos vinhos no ponto de venda com especial ênfase sobe os mais baratos. Sabemos que não estamos em ano de aumento de preços. E porém como justificar que estando o granel ao preço a que sabemos, apareçam vinhos à venda PVP a menos de 1 euro ?

Gostaria de clarificar alguns pontos.

Em primeiro lugar, que o preço de venda é livre. Nem por meios directos nem indirectos devemos interferir no mecanismo de estabelecimento dos preços. Nem a lei o permite, nem o deveríamos fazer se permitisse.

Em segundo lugar que é um erro os produtores configurarem a CVRVV como uma entidade que deve interferir nos preços. A actividade de controle da CVRVV deve procurar assegurar a legalidade e assegurar que, a qualquer preço que seja vendido, o Vinho Verde apresenta sempre as características de qualidade e personalidade que o distinguem.

Em terceiro, que não é de todo verdade a ideia que ouvimos muitas vezes segundo a qual o vinho mais barato é necessariamente suportado por alguma fraude sobre o produto. Compre algumas garrafas do vinho mais barato que há no mercado e verá que encontra um pouco de tudo. Desde vinho de qualidade muito limitada, ate bons vinhos que simplesmente são vendidos a preço baixo fruto de necessidades de tesouraria ou outras que obrigam o produtor a vender em condições que claramente não lhe geram rentabilidade.

O que estamos então a fazer ? a comprar todos os vinhos que se apresentam ao cliente ao preço de 1,20 € ou inferior em garrafa 0,75 cl. Os vinhos comprados são analisados, bem com as respectivas rotulagens. E as empresas produtoras são posteriormente visitadas no sentido de aferir da rastreabilidade do produto através de uma verificação de existências e dos respectivos documentos e registos de suporte. Esta acção incide sobretudo sobre os pontos de venda dentro da região onde normalmente encontramos vinhos a preços mais baixos.

Já agora, se quiser saber os preços dos colegas no Continente, clique aqui.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Vendas e stocks em Dezembro


E pronto, fechamos o ano. Alguns apontamentos.

O stock está mais baixo do que em igual data no ano passado. Aliás desde 1998 que não se verificava um stock tão baixo. E porém não fará sentido antecipar uma inflação no preço do granel. A baixa do stock tem de ser conjugada com a baixa de vendas de que sofremos no final de 2008 e que certamente se prolongara por 2009. O ano não é propício para aumentos !

Curioso é o aumento do stock no mosto branco. Começamos a ter mais dessulfitadores na região, mais compradores de mosto e naturalmente este segmento cresce. Também se fez algum mosto rosado mas em pequena quantidade.

As vendas tiveram no segundo semestre um comportamento negativo, que se diferenciou do primeiro semestre. Fechamos 2008 com uma parte de cerca de 13% nas vendas globais, tendo perdido sobretudo no branco.

A evolução do tinto suscita-me algumas dúvidas. Se é certo que o tinto tem um mercado regional fiel, este não justifica porém o aumento de vendas que aparece em contra ciclo. Estamos a fazer compras de vinhos no sentido de verificar se não haverá algum "lapso" entre selos de branco e selos de tinto. Se tal se verificar, certamente que a CVRVV intervirá disciplinarmente.

As vendas de branco são analisadas em mais pormenor no terceiro quadro. As descida deve-se sobretudo às perdas no garrafão e no litro. Não só temos empresas a vender menos nestes segmentos , mas sobretudo temos alguns agentes que transferiram voluntariamente algumas marcas do Verde para o mesa. Eles estão a vender o mesmo ( porventura mais ? ) mas a região perde vendas.

( Clique em cada mapa para aumentar o tamanho )