quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Vinho Verde: 133 dias de promoção !

As condições do tempo que vivemos obrigam-nos a fazer pequenas alterações no plano de marketing para o adaptar melhor aos nossos objectivos. Uma destas é o reforço das acções no ponto de venda em detrimento de alguma promoção estratégica. E assim, estamos a reforçar as acções de degustação de vinhos nas grandes superfícies em Portugal.

No conjunto das lojas em vários pontos do país, totalizaremos pelo menos 133 dias de degustação de vinhos começando já no fim de Março e terminando em Setembro.

Por contacto com o nosso departamento de marketing, pode obter a listagem das datas e locais. Uma boa de nos ajudar é passar por lá e transmitir-nos a sua avaliação da forma como a promotora/local/vinhos , se apresentavam.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Vinho Verde na Wine Enthusiast


Esta é a capa e um suplemento publicado na prestigiada revista Norte Americana Wine Enthusiast. Contacte-me ( ou ao Dp. marketing da CVRVV ) se pretender receber o ficheiro completo.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Novos clientes !

Andamos todos com a cabeça tão metida na crise, que uma notícia destas só nos pode dar ânimo e energia para lutar: uma prestigiada empresa do nosso vizinho Douro pretende lançar-se nos Vinhos Verdes com um vinho de lote e um Alvarinho !

Procuram fornecedores. É uma empresa de média dimensão com uma forte aposta na qualidade, na imagem e com grande experiência nos mercados externos. É aliás para a exportação que pretendem os nossos vinhos. Uma excelente notícia.

A captação de investidores para a região é uma das funções mais importantes ( e porém mais desconhecidas ) de uma CVR. Quase mensalmente, envio informação estatística e outra para três ou quatro empresas que não têm Vinho Verde, no sentido de as sensibilizar para investirem nos nossos vinhos. Ao contrário do que por vezes pensamos, o Vinho Verde é um produto muito competitivo, que complementa de forma muito eficaz a gama de produtos de uma firma/adega no Douro, no Dão ou no Alentejo.

Também desconhecido de muitos colegas foi o lançamento do Twin Vines, marca que assinalou o regresso da J. M. da Fonseca à nossa região. Trata-se de uma marca estudada especificamente para o mercado americano e cujo sucesso se prova deste modo simples: no segundo ano de vendas a marca entrou no nosso top 20 !

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

19 dias depois... onde anda o Vitis ?!

Acabou há 19 dias o prazo imposto pelo Estado Português a si próprio para dar resposta às candidaturas ao Vitis. E nada ...

Se V. estivesse atrasado 19 dias numa obrigação legal face do Estado Português, o que é aconteceria ?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A vindima na Austrália

Por lá estão a vindimar. Costumo receber uma "Newsletter" australiana de vinha e vinho e, por estas semanas, vem cheia de publicidade dos produtores de uva. Isso mesmo, publicidade na internet. Uma imagem como aquela que vemos ao lado, nós clicamos e aparece um anúncio assim, numa tradução livre e resumida:

A vinha da minha família, Cheriton Estate, tem produzido fruta premiada para for Hardy’s, Goundrey’s, Sandalford and Evans & Tate nos solos mais ricos de Gingin

As vinhas estão em condição excelente, tendo sido bem regadas e sem nenhum sinal evidente de doença.

O Chardonnay estará pronto na segunda semana de Fevereiro e o Chenin Branco na semana seguinte

Disponibilidade:

240 Toneladas de Chardonnay
190 Toneladas de Shira
35 Toneladas de Chenin Blanc

Na região de Gisborne, um fenómeno curioso. O comprador de uvas, a Constellation pediu aos viticultores para não vindimarem 650 toneladas de uva tendo, mesmo assim, feito os pagamentos. São viticultores com contratos de longo prazo que a empresa mantém. O presidente da associação local de viticultores manifesta-se desapontado mas compreende a situação. Leia o artigo aqui.

E só mais uma para terminar. Para ganhar competitividade a mesma Constellation acaba de inaugurar uma central de engarrafamento em Inglaterra. Os seus vinhos para a Europa virão agora em granel e serão engarrafados no Reino Unido. Trata-se de uma central com 80.000 metros quadrados que emprega 300 pessoas. Vai ter duas linhas de engarrafamento e três de bag in box ! com uma capacidade máxima de 81 milhões de litros/ano.

Estamos conversados...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Os melhores de 2008


A Revista de Vinhos reuniu mais de 700 pessoas na passada sexta-feira para a cerimónia anual de atribuição de prémios aos "Melhores do Ano" e, com alegria, verificamos que a nossa região esteve muitíssimo bem colocada.

O Produtor do Ano foi o "Soalheiro - António Esteves Ferreira" que, além de uma imensa salva de palmas, viu os seus vinhos desaparecerem das mesas de serviço.

Os Prémios de Excelência recaem sobre os melhores vinhos do ano e aí vimos três premiados, todos Alvarinhos: Anselmo Mendes, Muros de Melgaço e Quinta de Soalheiro. Uma nota: dos 30 prémios de excelência, apenas quatro foram atribuídos aos brancos e, destes, tres para a nossa região, afirmando assim a nossa excelência da produção dos melhores brancos de Portugal.

A repartição dos prémios de excelência merece reflexão: 30 prémios, dos quais 9 para o Douro, 6 para o Alentejo e 3 para o Dão. Todos tintos. Nós tivemos três, no branco. Os vizinhos do Porto tiveram ainda 5 prémios.

Nos Melhores de Cada Região, a Revista considera duas categorias: uma de VV Alvarinho e uma de VV & MReg Minho. Optei por os juntar, afinal são da mesma Região e os colocar por ordem alfabética:

Aveleda Follies Vinho Verde Alvarinho branco 2007
Deu-la-Deu Vinho Verde Alvarinho branco 2007
Dorado Vinho Verde Alvarinho Superior branco 2006
Giro Sol Vinho Verde branco 2007
Morgadio da Torre Vinho Verde Alvarinho branco 2007
Portal do Fidalgo Vinho Verde Alvarinho branco 2007
Quinta de Sanjoanne Reg. Minho Superior branco 2007
Quinta do Ameal Reg. Minho Escolha branco 2007
Quinta do Regueiro Vinho Verde Alvarinho Reserva branco 2007
Soalheiro Primeiras Vinhas Vinho Verde Alvarinho branco 2007
Vinha Antiga Vinho Verde Alvarinho branco 2007


A Organização Vitivinícola do Ano foi a nossa CVRVV, um prémio muito bem-vindo e que é atribuído pela segunda vez. É um estímulo e um reconhecimento que confortam, num ano em que temos de transformar as dificuldades em oportunidades.

A sessão encerrou da melhor forma possível. O prémio "Senhor do Vinho" que recai sobre uma personalidade de relevo do sector foi atribuído ao Dr. Mário Neves, homem de sempre das Caves Aliança e que, após uma apresentação que testemunhou a sua admirável carreira, fez um discurso surpreendente, estimulando o sector para que seja mais forte e mais competitivo e que assuma que o que todos fazemos já é muito bom mas ainda não é suficiente para vencermos no mercado mundial de vinhos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Vendas e stocks em Janeiro

( clique em cada mapa para aumentar a imagem )

O ano é o que é. A estatística não faz o ano, apenas nos ajuda a conhece-lo melhor. Conforme pedido ( aliás muito correctamente ) pelo Conselho Geral, os mapas mensais são colocados na página da CVRVV e só posteriormente os coloco aqui. Na página da CVRVV encontra as tabelas de base.



Os stocks estão dentro do esperado. Estamos num ano com pouco vinho mas em que não haverá escassez capaz de fazer inflacionar os preços. Os valores em stock em Janeiro, 48 milhões de litros de branco ( + 8 m de mosto branco ) e 17 milhões de tinto darão boa resposta às necessidades do mercado.



As vendas de Janeiro são desapontadoras. Pela primeira vez desde 2000, as vendas atingiram um patamar no terceiro trimestre de 2008 e, começaram a resvalar a partir dessa data.


Errado seria não analisar esta baixa de vendas no branco e simplesmente atribui-la à crise sem mais. Algumas ideias de reflexão:

  • sem que tenhamos para já números que o sustentem, várias firmas nos indicam que as descidas no mercado nacional é que são dominantes, sendo que a exportação se tem comportado bastante bem; e dentro do mercado nacional o mercado regional é que mais sofre -importante pois diversificar mercados e apostar consistentemente na exportação;
  • há um fenómeno temporário em Janeiro pois várias marcas estão ainda a renegociar tabelas e listagens nas grandes superfícies, o que prejudicou as vendas;
  • há um importante fenómeno de "deslocalização" no garrafão e no litro. Várias marcas estão a passar estes dois vasilhames para vinho de mesa. Há 3 anos vendíamos em garrafão três vezes mais do que hoje. Os dados Nielsen consubstanciam esta tendência - o desaparecimento do garrafão. O que se passa porém é que em outras regiões este vasilhame está a ser substituído pelo "bag in box", o que não pode suceder cá por motivos técnicos bem documentados.

Devemos pois tomar estes dados de forma séria mas sem emoção precipitada. Trata-se apenas de um mês de vendas, e de um mês especial, pelo que devemos aguardar a evolução do primeiro trimestre pelo menos.

Uma boa notícia para contrastar. Estamos a fazer adaptações ao plano de marketing da CVRVV e muito em breve apresentaremos novidades vocacionadas sobretudo para acções a realizar no ponto de venda e direccionadas ao cliente.

E Vcs ? qual é o vosso plano para fazer mais e melhor na área comercial em 2009 ?

Votos de sucesso !

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Norte Americanos visitam a Região

Um grupo de jornalistas e e importadores Norte Americanos está a visitar a região a convite da CVRVV. Com eles veio uma equipa de tv também dos EUA. O mercado dos EUA é muito importante para nós. Representa mais de 2 milhões de litros/ano, tem crescido em dois dígitos percentuais ano após ano e estamos a começar a aparecer fora do círculo da diáspora lusófona.

Tive a oportunidade de estar com o grupo duas vezes e retirei alguns apontamentos:

  • gostam do vinho branco, valorizam um vinho com pouco álcool e um bom equilíbrio com uma acidez moderada; entendem que é um perfil inovador e que tem bom potencial de crescimento;
  • não apreciam o "gás" de todo;
  • rejeitam o tinto;
  • gostam do espumante, embora sem um brilho desmedido;
  • gostam do nome "Vinho Verde" fácil de memorizar e pronunciar e rejeitam em absoluto designações de castas/marcas que não sejam de pronúncia fácil para o cliente;
  • vêem os orçamentos de promoção dos Franceses e de outros concorrentes a descer em 2009 e ficam agradavelmente surpreendidos com o facto de o nosso se manter;
  • gostam de conhecer produtores/casas com uma história e personalidade próprias e "esquecem" os locais em que lhes são mostradas cubas e prensas !
Veja de seguida a reportagem que a RTP fez desta visita







segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Quanto mais Vitis , menos vemos...

Enviamos ao Governo uma mensagem dura sobre o programa Vitis. Para que fique claro desde já, a CVRVV tem tido uma excelente receptividade, seja do Ministro da Agricultura, seja do Secretário de Estado Adjunto. E porém, nem por isso deixamos de fazer sentir a nossa posição quando as coisas vão menos bem. O bom relacionamento é aliás o próprio motivo pelo qual nos sentimos à vontade para o fazer.

Fruto de um trabalho conjunto da CVRVV, da DRAPN e de inúmeras adegas cooperativas e vinificadores, conseguimos incentivar centenas de viticultores para investirem na renovação dos seus vinhedos. E estes responderam da forma mais admirável: superou os 1000 hectares a área da região candidata ao Vitis.

Se não o conhece, o Vitis é um programa de apoio ao investmento extremamente importante. Financia , com valores generosos, a reconversão da vinha, dotando o produtor e a respecitiva região de vinhas mais competitivas, menos vulneráveis ao clima e capazes de responder ao gosto mais actual do cliente.

O problema é porém simples. De acordo com as regras estabelecidas pelo Estado, as candidaturas teriam de ser analisadas e ter resposta ate ao fim de Janeiro. Ora, vamos a meio de Fevereiro e... nada !

Desengane-se se pensar que o Vitis é um subsídio ao plantador de vinha. É muito mais do que isso: é ele que coloca em funcionamento centenas de postos de trabalho dedicados aos trabalhos no terreno, à produção de material vegetativo, aos postes, aos arames e a um sem número de bens e serviços. O Vitis é afinal o combustível que dá energia à economia agrária. Da região e do país.

E mais, o risco que temos é o de as candidaturas serem aprovadas tão tarde que a plantação já não se poderá fazer este ano. E depois ( foi assim em 2008 ) a mesma administração que se atrasou na aprovação das candidaturas, exige que o produtor consiga, dentro do prazo, uma garantia bancária para adiar por alguns meses a plantação.

Atrasar o Vitis causa pois um dano enorme não só na economia vitícola e na competitividade da região mas em toda a economia agrária que nos rodeia.

Sabemos bem que o Vitis não está parado por ordens nem por negligencia dos responsáveis. São problemas técnicos. É por isso mesmo que apelamos para o Governo. Que se empenhe duramente em fazer com que o programa avance.

É nestes momentos que me lembro sempre dos ciclistas a subir a Senhora da Graça, bem no coração da nossa região: não há tempo a perder, é olhar para a frente e pedalar com toda a força que tivermos.

E o Estado também tem de o fazer !

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Da Quimonda ao Vinho Verde

A queda da Quimonda, o maior/segundo maior exportador nacional todos os dias nos jornais, vem por em causa mais um "modelo de sucesso". Disseram-nos nos últimos anos que o rumo certo era ter um Portugal estilo Finlândia, com empresas de alta tecnologia e quadros altamente qualificados. Isto, em vez de apostar na mão de obra barata e nos sectores tradicionais. É a política "magalhães", o pequeno computador que ficará na história como o marco de uma época e um logro de política no qual todo o país caiu ( talvez não tão anedótico como os telemóveis que o Ministro Fernando Gomes tinha dado aos pastores para combater os fogos ... ).

A Quimonda é precisamente isto. Uma empresa de alta tecnologia, em que os 1700 funcionários são na sua maioria quadros técnicos com formação de excelência.

E porém atravessa a situação que todos vemos. E não é sequer a típica doença da deslocalização que afecta o investimento estrangeiro, como sucedeu com a Opel na Azambuja. É o encerramento de uma empresa de alta tecnologia. Ponto.

Não tenho dúvida de que o nosso sector também vai atravessar um período extremamente difícil. E a nossa região não escapará. E porém tenho muita confiança na nossa capacidade para suportar estes tempos difíceis e sair deles uma região mais competitiva. Aqui vão alguns.

Temos um produto muito diferenciado. Manter a diferenciação do Vinho Verde é essencial. Quando mais genéricos são os produtos, mais importante é o preço. Na enologia devemos saber fazer vinhos com personalidade própria mas que não sejam agressivos ao cliente. Na comunicação, continuar a dizer ao cliente que este vinho é diferente dos outros. Não há mal nenhum que o consumidor Português organize mentalmente o vinho separando os Verdes dos outros. Há dias num restaurante, ouvi numa mesa ao lado alguém que escolhia o vinho e se dirigia aos convivas "Verde ou tinto?". Dois pediram Verde. E continuou ele, dirigindo-se aos outros "Douro ou Alentejo?".

Temos um produto competitivo. As nossas queixas ( justas ) de que o Verde nunca se consegue vender caro vão-se virar agora a nosso favor. Temos e encontrar o equilíbrio certo no preço e é um erro competir com os vinhos de mesa em baixo preço, baixando a qualidade e deixando de remunerar o agricultor. Na CVRVV estamos a fiscalizar todos os vinhos abaixo de 1,20 euros por garrafa. E porém, nesta época em que o cliente é muito mais sensível ao preço, estamos claramente bem posicionados. Uma palavra de preocupação aqui quanto às médias empresas/cooperativas da região, que precisam rapidamente de se aproximar ou e encontrar formas eficazes de reduzir/partilhar custos;

Temos um produto do nosso tempo. Todos os estudos que fazemos mostram quanto Vinho Verde é um vinho do nosso tempo. Com menos álcool, mais leve, menos calórico, mais fresco, mais jovem, festejando a vida e a garra com que a vivemos. É esta a mensagem que temos de passar ao cliente. Em tempo de crise, de desânimo, há um vinho que tem os olhos a brilhar e um sorriso aberto.

Temos uma marca forte. Fechamos 2008 com 18,5% de quota de mercado em Portugal, a maior de sempre e com exportações acima dos 11 milhões de litros, também as maiores das últimas décadas. O Vinho Verde é, destacadamente o segundo vinho Português com maior implantação nacional ( atrás do Alentejo ) e mundial ( atrás do Vinho do Porto ). Não começamos pois do zero, temos uma boa distribuição e uma excelente presença nas prateleiras.

Temos mais marcas fortes. Tal como nos combóios, também nós temos locomotivas que puxam pela região: Casal Garcia, Gazela, Muralhas de Monção são apenas alguns exemplos. No estudo que a Viniportugal fez do mercado nacional, estas três marcas aparecem consistentemente na memória do consumidor. É curioso como alguns jornalistas dedicam anos de trabalho a falar de marcas que depois nenhum consumidor recorda. "Fazer marca" é essencial. E repare que estas três marcas seguiram caminhos diferentes: o Casal Garcia com décadas de investimento e trabalho árduo na vinha e no vinho proveniente de uma Casa que investe a fundo na nossa região, o Gazela com uma vontade e uma capacidade de investimento indomáveis, ancorado numa estrutura extremamente profissional em que tudo é calculado ao milímetro, e o Muralhas, a prova cabal de que uma cooperativa pode construir uma marca assente num produto de qualidade, com trabalho consistente e com pouquíssimo investimento de publicidade.

Se costuma ler esta página regularmente, prepare-se já pois os números de vendas de Janeiro serão cinzentos. Muito. E porém é nestes momentos que as marcas, as empresas e o países têm de lutar e não podem baixar os braços de modo nenhum. Saibamos dar o nosso melhor e não tenho dúvida nenhuma de que o Vinho Verde nos ajudará !

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Alberto Sampaio

Data nascimento: 1841
Data morte: 1908-12-01
Alberto Sampaio foi um escritor e historiador notável e também um apaixonado pelo campo, nomeadamente pela viticultura. Publicou diversos trabalhos na área da viticultura nos quais defendia a necessidade de uma revolução nos métodos vitícolas nacionais. Uma das suas teorias passava pelo aproveitamento das terras secas para a plantação de castas seleccionadas para a produção de vinho de qualidade. Foi um defensor da classificação qualitativa dos vinhos em oposição à classificação por teor alcoólico em vigor na época. Além de ter sido um dos propulsores dos vinhos elaborados a partir um reduzido número de castas, hoje, os designados vinhos monovarietais.

Sobre Alberto Sampaio leia mais aqui.

( retirado da página Porto Digital )