quarta-feira, 29 de julho de 2009

Nos dias que correm, ter trabalho é uma boa notícia.

Pois eu não ando esquecido do blog. Ando é atulhado em trabalho, a correr, a correr, para ter tudo em dia para que na próxima semana possa estar em férias.


Assuntos em cima da mesa são muitos:

  • estamos a preparar uma operação muito interessante que vai libertar os produtores de virem entregar as amostras à CVRVV. Funcionará já a partir de Setembro e estou certo que vai ser uma óptima ajuda para evitar deslocações;
  • estamos a ultimar o planeamento de fiscalização da vindima, este ano com alguma novidades, uma da quais é a intervenção do Comando Fiscal da GNR que aceitou de imediato o nosso pedido de apoio. Amanhã, dia 31 o Conselho Geral analisa a proposta de planeamento e insere-lhe as alterações que melhor entender, pelo que na próxima semana já teremos novidades;
  • estamos com um problema enorme relativo ao cadastro da vinha. É um assunto que tratarei em detalhe mais tarde, mas aqui fica um apontamento. O cadastro da vinha da CVRVV é, tal como o do Douro, o único caso em que a região e o Ministério da Agricultura têm um só cadastro. No nosso caso, o cadastro é (era ) alimentado e actualizado pela DRAPN em ligação permanente com o sistema informático da CVRVV. Ora em Dezembro último, o Ministério da Agricultura "mandou" desligar o sistema da DRAPN e transferir a informação para o IVV, cujo sistema comunicaria com a CVRVV. Comunicaria... mas não comunica. O IVV está a desenvolver os programas informáticos para abrir esta comunicação mas neste momento temos alguns produtores, num número mínimo de 800 mas que poderá ir aos 2500 que vão ver os seus manifestos atrasados, pois trata-se de vinhas que tiveram alterações nos respectivos cadastros que ainda não nos foram comunicadas. Mais adiante escreverei, mas é uma dor de cabeça significativa e, como é tristemente habitual, são os produtores que pagam a factura.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

MMMMMMMMMM

Muito obrigado !

Dez mil leituras desde Maio de 2008. E, pelo que me diz o google analytics, a maior parte do nosso país, alguns leitores na europa, nos EUA e vários no Brasil.

Dez mil ou, como diriam os romanos, MMMMMMMMMM

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Stocks e vendas em 30 de Junho

Mais um mês de stocks. À medida que nos aproximamos da vindima, começamos a ter uma ideia que a colheita não irá diferir muito da do ano passado. A previsão de colheitas ainda demorará mais um par de semanas a ser publicada. O stock encontra-se praticamente aos níveis de 2008 na mesma data, sendo que o tinto está um pouco abaixo. Porém o stock de tinto é superior ao branco na percentagem das respectivas vendas, pelo que não se pode falar num cenário de escassez. Estabilidade talvez seja, genericamente, a apreciação mais correcta.

As vendas mantém exactamente as tendências dos meses anteriores, sendo que o branco 0,75 continua a recuperar pouco a pouco e neste momento a perda face a igual período de 2008 é de 1 milhão de litros, ou seja cerca de 5%.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

António José da Costa Leme

Data nascimento: 1923
Data morte: 1998

Presidente do Grémio da Lavoura e da C. M. Esposende. Nomeado vogal da CVR Vinhos Verdes, em 1957. Em 1960 criou a marca comercial “Quinta de S. Cláudio” para o vinho da sua exploração. Pioneiro no desenvolvimento do conceito de ‘Vinho de Quinta’. Precursor do engarrafamento de vinho da casta Loureiro. Presidente da CVRVV entre 1963 e 1974. Presidiu também à Assembleia Geral da AGROS e à Comissão Instaladora da APEVV – Associação Produtores-Engarrafadores Vinho Verde, da qual foi sócio fundador. Agraciado com a medalha de Honra do Município de Esposende, em 2002, pelo alto contributo em prole do desenvolvimento do Concelho

Stocks e vendas em 31 de Maio


Vai baixo o nosso stock. É o valor mais baixo desde há exactamente dez anos. Mesmo os 34M litros de vinho branco, que parecem muito, afinal não o são. É que quase 20M estão nos armazenistas engarrafadores. É pois vinho que já não voltará a circular em granel. E na produção estão 3 milhões de litros, mas naturalmente divididos por mais de 20.000 pessoas, pelo que não é vinho que seja economicamente viável ir comprar para constituir um lote com dimensão.

Vai baixo o stock, a produção não promete ser generosa e os nossos vizinhos espanhóis têm um enorme excedente de vinhos a baixo preço. Vamos pois apresentar em breve um programa de controle da vindima que levará mais adiante as operações que lançamos em 2008 com sucesso. Quem queira comprar/receber uvas tem de garantir o fornecimento solidamente e com a devida antecedência.
O mapa de vendas ( 2º gráfico ) apresenta uma decida com algum significado: as vendas de branco encontram-se cerca de 8% do verificado em igual período no ano passado. É uma descida inferior ao que se verifica em outras regiões e inferior ao que tantas vezes ouvimos comentar, o que se deve a um factor simples: a exportação está a ter um comportamento muito bom.

Para perceber os dados de vendas do branco, há que ter em conta um factor já registado em meses anteriores. É que a redução de vendas é verdadeiramente forte nos segmentos do garrafão e da garrafa de litro por força da saída de várias marcas que passaram a ser comercializadas como vinho de mesa. Peço contrário, o 0,75 Vinho Verde perde apenas 5%, o que não pode deixar de ser considerado um excelente resultado. Veja o terceiro gráfico para comparar as vendas de branco em todos os segmentos com as vendas de branco só no segmento 0,75.