sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mercado Norte Americano


“The Artisan Collection” é um importador norte-americano que vende mais de 1 milhão de garrafas por ano. Em 2010 pretende adicionar um Vinho Verde ao seu portfolio e prevê importar cerca de 30.000 garrafas. A CVRVV, em coordenação com o importador, organiza uma prova de Vinhos Verdes no próximo dia 2 de Dezembro, 4.ª feira, às 9h00.

Os Agentes Económicos interessados em submeter os seus vinhos à prova deverão entregar, na CVRVV, duas garrafas por referência e respectivas fichas técnicas, até às 16 horas do dia 30 de Novembro, 2ª feira.

A prova não prevê a presença física dos Agentes Económicos, uma vez que será uma prova cega.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Novos horários de atendimento

Fizemos recentemente duas modificações no horário de funcionamento e de atendimento ao publico. O horário tradicional da CVRVV desenvolvia-se das 09:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30.

Procedemos a duas alterações:

  • o horário normal de trabalho prolonga-se mais meia hora de manhã ( até às 13 ) e em menos meia hora à tarde, encerrando às 17;
  • o horário de atendimento ao público passa a ser ininterrupto entre as 09:00 e as 17:00.
Estas alterações tiveram dois objectivos: por um lado maximizar o tempo de atendimento aos Agentes Económicos. Com a abertura à hora de almoço possibilitamos o atendimento nesta altura em que o trânsito é menor. Por outro lado, o encerramento de toda a casa meia hora mais cedo ao fim da tarde permite em simultâneo libertar a equipa mais cedo e realizar um interessante poupança, notória sobretudo no inverno.

A este propósito li há dias um interessante artigo sobre poupanças de custos em empresas de aviação civil. A JAL, linhas aéreas do Japão, encomendou talheres com menos 1 cm pois concluiu que estes pesam menos e assim poupa combustível. E a nossa TAP deixou de inverter os reactores no fim das aterragens para poupar combustível: usa a pista em travagem tradicional até ao fim.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Adegas cooperativas em debate


A última reunião do Conselho Gera debateu, entre outros, um assunto particularizante delicado:

deve uma marca "Adega Cooperativa de ... " ser usada apenas para vinhos elaborados nessa cooperativa ou ser permitido o seu uso para qualquer vinho de que a cooperativa seja titular, independentemente de o ter produzido ?

Na primeira opção, estamos a reforçar a imagem de genuinidade destes vinhos, a ideia de que uma cooperativa é uma associação de viticultores que em conjunto vinificam e valorizam o seu produto. Esta imagem de genuinidade, de ligação à terra é um activo importante das cooperativas que nem sempre sabemos valorizar. Lembro-.me curiosamente de umas capas de arquivo que a FENADEGAS tinha em tempos ( ainda terá ) e que diziam "Adegas Cooperativas: vinhos autênticos" . O problema desta opção é, claro está, a menor flexibilidade de gestão. num ano de fraca colheita, a adega não pode usar a sua marca "Adega" plenamente.

Na segunda opção estamos a reforçar essa flexibilidade mas reduzimos a zero a tal genuinidade. A ser aberta, permite por exemplo que uma adega que esteja fisicamente fechada adquira vinho a um terceiro, o mande engarrafar e venda, sem que este seja proveniente dos sócios ou tenha em momento algum passado pela cooperativa. Não é difícil imaginar este cenário no momento de crise de uma cooperativa e a lei permite-o ...

Claro que uma parte do problema é a escolha das marcas. E não é só um problema das cooperativas. Os nossos engarrafadores usam intensamente marcas que se encontram agarradas a um local ou a uma entidade, o que causa dificuldades logo na primeira curva. Curiosamente não é assim por exemplo no Douro. É importante que os gestores adeqúem a marca usada, ao perfil de produto que nela oferecem ao cliente. Criar uma marca muito localizada e depois querer crescer indefinidamente é a receita certa para ter problemas.

A opção do Conselho, que se encontra em processo de redacção, é no sentido e que as marcas com a designação de cooperativa devem ser usadas apenas para os vinhos produzidos por essa cooperativa e só em caso excepcional, limitado e documentado poderão ser usadas para outro vinho.

Nota: o desenho é um carvão da Adega Coop. de Ponte da Barca, muito bonito embora não 100% rigoroso. Desconheço o autor e por isso ,com pena, não o menciono.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Empreendedorismo

Ninguém imagina o número de convites que recebemos para conferências sobre empreendedorismo, seminários sobre empreendedorismo, acções de formação sobre empreendedorismo.

Num país em que 50% da economia é o Estado e em que 1 em cada 3 pessoas vive de subsídios e abonos, a criação de acções para incentivar OS OUTROS a serem empreendedores é afinal uma nova forma de subsídiodependência...

Gostava que alguém fizesse um estudo sobre quanto dinheiro do contribuinte se estoura em coisas destas.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Os vinhos dos vizinhos

Dei um salto à Beira Interior. Moimenta da Beira, Vilafranca das Naves, Castelo Rodrigo, Pinhel. Vi muita vinha e várias adegas. Vale a pena dar lá um salto. É uma zona linda, com muito para conhecer, boa gastronomia e bons vinhos.

Não é segredo que este ano desenvolvemos várias acções de fiscalização que, com sucesso, identificaram os trânsitos de uva que se estavam fazer desde aquela região. Com a colaboração - exemplar - do IVDP, as nossas equipas estudaram rotas, analisaram procedimentos e fizeram um número de apreensões que não têm ímpar no passado.

Visitando aqueles vinhedos percebemos bem o que se passa. Uma região com uma excelente aptidão vitícola, com parcelas bem dimensionadas, com uma antiga cultura de vinha mas ... sem marcas. As cooperativas estão muito fragilizadas e os comerciantes compradores de uvas também pouco acrescentam. A uva é pouco valorizada, pelo que a venda para fora é um recurso inevitável. Falaram-me em 20 cêntimos/quilo para uva branca de boa qualidade. Os encepamentos são bem diferentes dos nossos.

Algumas marcas, como a Quinta do Cardo, dão uma imagem do fantástico potencial desta Região, mas naturalmente não podem alavancar toda a viticultura. A região é apoiada pela CVRBI que tem uma equipa pequena mas muito dedicada.

De acordo com do dados Nielsen, as indicações/DOCs mais fortes da Região são "Castelo Rodrigo" com 0,08% de quota nacional e Pinhel com 0,07%.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tá na garrafa que é verde - motivação

É a primeira vez que fazemos uma campanha deste tipo, pelo que aproveito para reflectir sobre vários pontos que nos vão sendo colocados, seja quanto à linha estratégica, seja quanto à linha gráfica e ao tão comentado "tá".

A campanha representa um investimento ligeiramente superior a 100.000,00 euros e tem um duplo objectivo.

Em primeiro lugar, levar o cliente a relacionar-se com o selo e assim leva-lo a distinguir o Vinho Verde dos "vinhos similares" que estão a aparecer no mercado. O aparecimento de vinhos e mesa "parecidos" com o Vinho Verde é um fenómeno que tende a crescer, seja porque o vinho de mesa tem novas funcionalidades, seja ainda ( e sobretudo ) porque o Vinho Verde vê o seu custo aumentar e se abre um segmento de mercado abaixo deste. Há garrafas e rótulos de "mesa" intencionalmente próximos dos Verdes. Com esta campanha, queremos que o cliente se relacione com o selo, perceba que ele está lá e que tem um significado. Mesmo que seja apenas para ver o numero, o cliente perceberá que Vinho Verde é o que tem selo. E não vão ser poucos os que rodam uma garrafa de vinho de mesa, julgando que era Verde, à procura do selo.

Em segundo lugar, claro, aproveitar a oportunidade para impulsionar as vendas nestes dois últimos meses do ano. O Natal não é uma época baixa para nós, sendo que o primeiro trimestre do ano é pior. Porém, tratando-se de um fundo externo, estávamos obrigados a fazer o investimento até 31/12, o que é mesmo assim uma excelente oportunidade.

O concurso é apoiado por uma série de acções em seu redor. Uma campanha de imprensa, com a imagem acima, que vai aparecer em diários, semanários, jornais desportivos e revistas semanais. Vamos ter além disso displays sonoros nas prateleiras de 135 grandes e médias superfícies e provas de vinhos em várias dezenas de pontos de venda.

É pois uma campanha integralmente vocacionada para o cliente final. Duas marcas fizeram campanhas deste tipo recentemente: o Casal Garcia e, ainda em curso, o Grão Vasco. Procuramos integrar algumas "lições" destas campanhas e não temos dúvida que é um esforço que impulsionará as vendas. Mas avaliaremos mais tarde com números na frente.

O "tá" é sempre motivo de discussão. Geralmente os técnicos defendem, e os políticos discordam. Os primeiro argumentam que a campanha tem de ser de percepção imediata, por impulso, pelo que tem de usar uma linguagem directa, sendo que o "tá" é mais informal e aberto do que o formal ( e gramaticalmente correcto ) "está". Um outro ponto levantado foi o da cor da garrafa, ligeiramente esverdeada no anúncio. Quanto às garrafas, é já do nosso tempo, que a CVRVV deixou de anunciar com a garrafa Reno e passou a usar a Bordalesa. A cor não é um elemento aqui muito decisivo. Se fosse azul, alguém se lembraria de apontar que era a garrafa de uma marca...

Está pois a campanha na rua. Julgo aliás que é a primeira vez que um DOC faz uma campanha deste tipo no nosso país. No fim divulgamos quantos sms's recebemos. Boas vendas !

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Nova campanha Vinho Verde

Eleições na CVRVV

Teve início o processo eleitoral para a renovação dos órgãos sociais da CVRVV. É um processo longo que terminará lá para Janeiro.

Primeiro as boas notícias. É um orgulho que a nossa CVR esteja já em novas eleições. Termina em Dezembro o primeiro mandato ao abrigo da nova lei. Somos a primeira CVR certificada do país e vamos já em velocidade de cruzeiro. A reforma institucional, que a maioria das regiões ainda vivem e algumas ainda não começaram, está para o Vinho Verde como um ponto na história.

Não é mérito meu ou de alguém em especial. É do esforço conjunto de muitas boas vontades, às quais não é isenta a excelente equipa de profissionais que tem a nossa comissão.

Vamos renovar os três órgãos sociais que compõem a CVRVV: o Conselho Geral ( 20 conselheiros ), o Conselho Fiscal ( 3 conselheiros ) e a Comissão Executiva.

A primeira fase, também a mais longa, é a que decorre agora. A realização das assembleias de sector, que irão eleger o novo Conselho Geral. Deram já entrada as candidaturas das associações e cooperativas, cujos processos estão a ser revistos e que darão origem lá para Dezembro, à convocação das assembleias de sector, nas quais serão eleitos os 20 Conselheiros. Estes serão depois empossados e, possivelmente no início de Janeiro, irão ser chamados a eleger os outros dois órgãos sociais.

O processo é dirigido por uma “Comissão Eleitoral” que inclui um representante da produção e outro do comércio e conta com o apoio dos serviços a CVRVV. É importante que o processo eleitoral seja transparente e participado. Se necessitar de alguma informação, não hesite em me contactar ou ao Departamento Jurídico da CVRVV.

Veremos pois. Serenamente. Este blog não será local de campanha. Formulo porém um voto: de que este processo seja aproveitado para debatermos a região, os nossos vinhos, a nossa gente e o nosso futuro. Que se discuta ideias e não apenas lugares.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Os S. Martinhos


Há o dia do vinho. É dinamizado pela Viniportugal e ocorre ali pelo dia 1 de Julho ou próximo.

Há o S. Martinho, para o qual ainda hoje (!) me convidaram para a festa hoje do "dia do Viticultor".

Depois há o dia do enólogo, disseram-me ontem de um canal de tv. Que parece que é hoje mas afinal não é. E depois há o dia do enoturismo que foi assinalado no passado domingo 8.

Ena, tantos !

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ventos de mudança ?

O fim das eleições legislativas deve ser encarado com sobriedade. Não há comentador que não sublinhe o facto de que o défice público está muito alto e o Estado vai ter de tomar medidas duras para o combater. E num ambiente económico bastante desfavorável.

"Os ministros das finanças da união europeia chegaram hoje a um acordo para aumentar os impostos sobre o tabaco", anunciava hoje o Jornal de Negócios, adiantando uma justificação, "A decisão ajudará a rechear os cofres públicos, exauridos pelas medidas de combate à crise e de estabilização do sector financeiro, desincentivará o consumo e aproximará a fiscalidade aplicada nos diversos Estados-membros, reduzindo as vantagens associadas ao contrabando."

Isto diz muito respeito ao vinho. A nossa taxa de IEC é zero. É zero em Portugal mas não é assim em toda a Europa. No norte da Europa é elevada e mesmo em França tem algum significado. A determinação da taxa é uma competência do Estado Português, dentro dos limites comunitários. Veja então as duas dimensões do problema.

A nível nacional, taxar as bebidas alcoólicas é sempre uma proposta demagógica bem vinda. Imagine o argumento: "está o país em crise, alastra o desemprego e será que os bebedores de vinho não podem pagar mais 5 ou 10 cêntimos por litro para ajudar os desempregados ?". Impor uma taxa de 5 cêntimos por litro ao consumo nacional, garante ao Estado uma receita de 25 milhões de euros ( dados IVV: consumo anual de 500M litros ). E mesmo contando que as Alfândegas terão bastantes custos para montar um sistema de controlo, o argumento da receita é fortíssimo.

A nível europeu, o argumento é triplo. Por um lado, argumenta-se que o álcool deve ser taxado como meio de combate ao alcoolismo. É argumento dos países do norte, cada vez mais fortes na UE. Por outro lado, há o mesmo argumento fiscal nacional. Em terceiro lugar há a pressão dos países com taxas já elevadas que querem que os restantes subam as suas para combater as compras transfronteiriças. Os Britânicos por exemplo, que regressam ao seu país no domingo com as malas cheias de vinhos Franceses comprados num fim de semana em Calais.

Não se admire pois se nos próximos dois anos tivermos de falar com o Senhor da foto sobre este assunto. E se não for já no próximo orçamento de Estado, não é mau.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mercado Nacional - Nielsen


Mais alguns dados do mercado nacional publicado pela Nielsen, cujo excelente boletim Scantrends pode consultar aqui.

É fácil concluir que o inverno vai ser frio. É urgente que as empresas da região não dependam apenas do mercado nacional.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mais Alvarinho

Os nossos vizinhos espanhóis estão a tentar retirar o Alvarinho da lista de castas que podem ser usadas nos vinhos de mesa. Corrijo, não são bem os espanhóis, é o PP da Galiza. A ver se os colegas das outras regiões estão de acordo. Veja aqui o artigo sobre o assunto.