segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vinho Verde no mercado Chinês


Vale a pena ler este artigo do Wine Economist ( um bom blog a seguir ) sobre os Vinhos Portugueses no mercado asiático, desenvolvido a partir de uma prova organizada pela Viniportugal. Serve aliás como avaliação ( positiva ) da acção. Nem tudo é um mar de rosas, mas conforta-me particularmente a frase no final: "Westerners know that crisp whites like Vinho Verde taste great with Asian foods".

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vinho Verde no Cinema


Uma bela notícia: com o apoio da CVRVV, a Cinemateca Portuguesa irá recuperar e preservar um pequeno documentário sonoro realizado em 1955 por António Leitão com o título "Vinho Verde, o Oiro do Minho" que foi aliás produzido com o apoio da mesma CVRVV à época. Dado que o filme se encontra ainda em mau estado, temos apenas uma descrição do que conterá mas ainda demorará algumas semanas até o podermos ver em perfeitas condições.

Será convidado !

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Alfândegas na internet

Para quem segue os assuntos dos Impostos Especiais de Consumo, e das política aduaneira, muito interessante a leitura do blogue "Aduana" que pode encontrar no endereço: http://aduanapt.blogspot.com/

domingo, 9 de maio de 2010

Vinho Verde: envio de amostras pelos CTT


Está a funcionar desde Dezembro o novo serviço de recolha de amostras de vinho para análise em casa do produtor.

É uma parceria da CVRVV com os CTT Expresso, iniciativa pioneira no nosso país e que funciona de modo simples: uma vez prontas as amostras, o produtor solicita a recolha via internet na página da CVRVV até às 12:00 horas de cada dia. Nessa tarde é visitado por um estafeta dos CTT Expresso que recolhe as amostras e as entrega no laboratório da comissão na manhã seguinte pelas 08:30. E funciona assim se o produtor estiver na maia ou em Ribeira de Pena. Simples, rápido e com um custo muito menor ( 4,00 euros ) do que o necessário para enviar um carro ao Porto, perder uma manhã para entregar três garrafas.

Em Dezembro começamos com um corajoso cliente, mas no último mês já tivemos 23 e esperamos continuar a crescer.

Dicas quanto à embalagem: use a embalagem fornecida pela CVRVV para 3 garrafas e feche-a bem com fita. Não use uma embalagem alternativa salvo se a tiver bem testada quanto à resistência em transporte. Para mais informação contacta o seu gerente de conta na CVRVV.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Alterações climáticas e os vinhos

Pelo Facebook do jornalista Paulo Querido descobri este filme muito interessante sobre o efeito das alterações climáticas nos respectivos vinhos. Trata-se de uma conferência científica apresentada pela Doutora Kimberley Cahill. São 50 minutos de filme, mas é uma conferência a que vale bem a pena assistir.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O vinho e os impostos


Tenho vindo a alertar os colegas do sector do vinho para o elevadíssimo risco em que estamos, de ser aumentada a fiscalidade sobre o vinho. Se clicar à direita em "Fiscalidade" pode ler outro artigo, de Novembro de 2009 sobre o mesmo assunto.

O vinho paga em Portugal dois impostos: o IVA em 12% e a dita Taxa de Promoção ( que é efectivamente um imposto ) no valor de 0,0134€ ( 2$70 ) por litro. Esta taxa é paga ao Instituto da Vinha e do Vinho que faz reverter 30% deste valor de volta ao sector sob a forma de apoios ao investimento em vinhas e promoção. Os vinhos certificados pagam ainda o custo desta certificação que difere de região para região.

Justo é reconhecer que o sector não é maltratado neste campo. Em Portugal, o Imposto Especial de Consumo ( vulgo imposto sobre o álcool ) incide sobre outras bebidas, nomeadamente os destilados, o Porto e a cerveja mas não o vinho. E a nível europeu temos uma das taxas de IVA mais baixas, combinadas com a taxa zero de imposto sobre o álcool. A Espanha tem 0 de IEC mas 16% de IVA, a Itália também 0 de IEC e 20% de IVA e a França tem IEC e IVA.

Ora, como escrevi em 11/2009, aplicar uma taxa de imposto ao vinho é politicamente fácil. Perguntará alguém em público "mas então será que custa muito às empresas de vinhos suportar 5 cêntimos em litro, que diabo, o desemprego e a fome alastram e os vinhos não suportam 5 cêntimos em litro ?!" E a opinião publica concordará, claro que concordará. Ora, tendo em conta os dados do IVV de que o país consome anualmente quase 500M litros ( que me parecem excessivos, mas não questiono neste momento ), temos uma nova receita fiscal de 25M€. Na prática não será tanto pois haverá custos de cobrança pesados e fugas e constatarão que não consumimos realmente tanto vinho mas mesmo assim é uma receita com significado.

Vem isto a propósito de duas notícias publicadas hoje. Por um lado que o Governo Grego aumentou os impostos sobre o álcool. E mesmo há pouco, o seguinte texto que retiro do Jornal de Negócios: "O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), José António Barros, defendeu hoje um aumento do IVA e dos impostos sobre os produtos petrolíferos (ISP), o tabaco e o álcool e considerou que as portagens nas SCUT "não são oportunas, mas necessárias"."

Claramente vamos ter uma difícil batalha pela frente. Fazendo trabalho de casa, alguns argumentos a favor do sector económico do vinho Português:
  • é dos raros sectores exportadores com uma elevadíssima taxa de incorporação nacional: a uva, a rolha, as garrafas, o cartão, os equipamentos industriais;
  • é um dos raríssimos sectores a criar emprego, riqueza e a povoar o interior do país, desertificado por políticas de fomento erradas que concentram a população no eixo Braga-Setúbal;
  • o vinho é um dos raríssimos sectores que em Portugal suporta o Estado, através da Taxa de Promoção que suporta o orçamento do Instituto da Vinha e do Vinho - as regiões financiam Lisboa;
  • o vinho financiou a criação de uma rede nacional de delegações deste instituto, de que o Ministério das Finanças se apropriou e que se prepara para vender ( algumas para dar em troca de o aeroporto não ter sido na Ota, enfim... );
  • o mesmo se tendo passado com o laboratório do IVV, um laboratório de ponta, financiado pelo sector e que foi transferido para a ASAE sem qualquer contrapartida, tendo aliás estado em mãos da ASAE durante largos meses em que era financiado ainda pelo nosso sector. Nada disto foi contabilizado.
Para consultar a situação fiscal dos vinhos e bebidas na UE, clique aqui.
Para ler as declarações em que o Presidente da AEP defende o aumento de impostos sobre o nosso sector, clique aqui.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Quantos rótulos há no Vinho Verde ?

Eu explico e é fácil: são mais de duas mil peças diferentes. Para ser mais concreto, em 2009 a CVRVV analisou 2629 peças. Ora, sabendo nós que 70% do vinho que se vende em Portugal passa pelas grandes superfícies ( inc cash ) e que todo o vinho que está disponível nestas é comprado por menos de dez pessoas, no que diz respeito a posições negociais, estamos conversados...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vinho Verde produz electricidade no Porto !



São 32 m2 de painéis. Não é muito, mas é certamente alguma coisa. E temos muito orgulho neles. Por nossa causa são menos 2.800 quilos de dióxido de carbono que são libertados na atmosfera todos os anos. Estão colocados sobre o laboratório da CVRVV no Porto.