quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A peregrinação semanal a Lisboa


Mais uma corrida a Lisboa, consegui "arrumar" várias reuniões para o mesmo dia e assim aproveitar bem a viagem. Pelas 18:00 toma posse a nova direcção da região de Lisboa presidida por Vasco d'Avillez. Com uma brilhante carreira no sector de que se destaca a presidência da Viniportugal, o Vasco contribuirá decerto para o desenvolvimento da região Lisboa.

Talvez o leitor não se tenha dado conta, mas "Lisboa" é uma nova região demarcada, reunindo os produtores de vinhos das regiões a norte da capital, como Bucelas, Colares, Carcavelos, Alenquer, Arruda, Torres Vedras. Saiba mais aqui.

O trabalho de reunião de tantas pequenas regiões numa só, feito de forma assertiva mas muito serena deve-se em muito ao Presidente cessante, João Carvalho Ghira, homem com uma longa carreira ligada à vinha e ao vinho, ex-Presidente do IVV e com experiência nacional e internacional que o sector não pode perder.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Uma vinha em sua casa


Que bonito vai o meu Alvarinho, já rebentado e a crescer a peno gás, como a foto documenta.

Se quiser experimentar ter uma videira em sua casa, temos vasos de Alvarinho e de Avesso na CVRVV disponíveis para entrega.

Cada vaso vem completo com instruções relativas à casta de vinha a que diz respeito.

Forte motivo para que o Vinho Verde seja único são as castas de vinha, típicas da nossa região ( algumas partilhadas com a Galiza ) que são decisivas no produto final, o vinho, que tanto apreciamos.

Estas jovens videiras, envasadas, permitem-lhe ter em casa uma planta fora do normal e explicar aos mais novos o que é o vinho.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Desenvolvimento regional em debate


Lúcida e oportuna, a intervenção do Director Geral ( UE ) da política regional Dirk Ahner. Diz ele que a chave para o futuro da Europa é a competitividade, devendo esta ser ancorada no valor gerado pelo negócio e não pela simples concorrência de preço. E mais, que a inovação é uma orientação chave. Mas a inovação não é um sector ou fim em si: pode e deve haver inovação em todos os sectores da economia , mesmo nos mais tradicionais, como o sector primário.

Veio de fora esta voz discordante dos ditâmes da política nacional ( de todos os quadrantes ), ansiosa por apoiar "o sector da inovação", esbanjando milhões em projectos utópicos, em detrimento da constante inovação que encontramos na agricultura, no calçado, no turismo etc etc etc.

Vale a pena ir a Ponte de Lima para ouvir isto: bem haja o Minho-In que trouxe a nós tal convidado.

Pode ser que lhe dêem ouvidos...

NOTA: a CVRVV tem em curso um projecto de investimento para o desenvolvimento da Rota dos Vinhos Verdes no valor de ,meio milhão de euros financiado no âmbito do Minho In, do qual é um dos projectos âncora. Para saber mais sobre o Minho In , clique aqui. Se a sua empresa se situa na área de intervenção do Minho In, poderá apresentar uma candidatura na área do enoturismo, sendo que a próxima fase de entrega será em Março.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Vinho Verde: que novas vinhas plantar ?


No período de uma semana, dois interessantes/preocupantes apontamentos sobre viticultura.

Ao preparar uma reunião que teremos dentro de dias com a Presidente do IVV, um dos apontamentos que nos chegou é do técnico superior de uma cooperativa, preocupado com a manutenção do Vitis após 2013, o que é muito importante. E de seguida outra preocupação: mesmo nos projectos colectivos, os viticultores são livres de plantar o que entendem. E quando plantam aquilo que, manifestamente, a cooperativa entende que são castas sem possibilidade de sucesso comercial ?

No Conselho Geral da passada semana uma outra intervenção, de um homem com uma carreira dedicada à produção, pergunta se estamos a plantar as vinhas que interessam face a uma conjuntura que mudou. Hoje as maturações já não são o problema central. Será que estamos a plantar vinhas vocacionadas para vinhos de nicho e que deixam para segundo plano a rentabilidade, da qual a produção por hectare é um elemento fundamental ?

Na vindima de 2010 continuamos na casa dos 5.000 quilogramas de uva produzidos por hectare. Isto quando se sabe que 1 hectare tem um custo de manutenção praticamente fixo quer produza mais ou menos e que as melhores vinhas da região andam consistentemente nos 10.000 quilogramas/hectare. O estudo Daniel Bessa/EGP feito para a ANCEVE em 2008 era muito claro sobre este ponto: a produtividade média das vinhas tem de aumentar, para garantir o rendimento do agricultor.

Vou tratar estatisticamente os dados de produção por hectare para os analisar e publicar aqui. em breve É claramente um ponto essencial da nossa política vitícola.

Nota: foto das vinhas de Gomariz, do site Boas Vinhas da CVRVV.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vinho Verde: ano novo - novos vinhos

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Aqui estão os dados praticamente finais da última vindima já com mais de 22.000 produtores tendo a sua produção declarada e devidamente inscrita em contas. No branco fazemos 49 milhões de litros, praticamente o mesmo que em 2009, mas há que ter em conta o mosto branco em que diminuímos cerca de um milhão. O balanço final do branco é pois de um pouco menos que no ano passado, uma boa notícia que permitiu uma boa valorização das uvas brancas para Vinho Verde.

Chegam-nos notícias de que os compradores dos hipermercados estão a pressionar uma baixa de preços com base numa elevada produção. Como se vê pelos números não é isso que sucede.

Não são alheias a esta redução as intensas acções de controlo da rastreabilidade, bem como a autodisciplina da própria região. É um orgulho perceber que a nossa região foi a que melhor pagou as uvas, em média, no nosso país. E é essencial que assim seja para que a viticultura possa ser rentável como justamente lhe é devido.

A produção de tinto aumenta, quase 10% e aqui está um ponto de preocupação. Já o escrevi e não é demais dizer: a região tem um excedente estrutural de tinto. Há que ter em atenção estes números ao plantar novas vinhas.

No total aumentamos um pouco a produção, embora este número careça de significado prático pois o mercado organiza-se por segmentos ( branco, tinto, rosado ) muito mais do que por totais.

O aumento no regional Minho é sobretudo uma questão administrativa. Dado que este ano foi aplicado o cadastro vitivinícola em comunicação informática para o controle dos rendimentos, há produtores cuja produção não pôde ser classificada seja por incompatibilidade de encepamento ( branco/tinto ) seja pelo limite de rendimento ainda mantido nas 10 toneladas/hectare.

( clique na imagem para aumentar )

domingo, 2 de janeiro de 2011

Dizem os Americanos: pizza com Vinho Verde !

Por cá não há Twin Vines. Nada a fazer !

A "José Maria da Fonseca" é uma empresa familiar que faz vinhos desde 1834. Está sediada em Azeitão, mas já engarrafou Vinhos Verdes no passado.

Recentemente voltou à nossa região, e lançou o Twin Vines, um vinho criado e estudado a pensar no mercado Norte Americano. Por isso é que, a menos que haja stock na embaixada americana de Lisboa, a única forma de provar este vinho é visitar os EUA.

Recentemente, um site/revista Norte Americano considerou que este é o vinho ideal para acompanhar uma pizza em ambiente relaxado de amigos.

Clique aqui para ler o artigo.