quinta-feira, 6 de junho de 2013

As marcas da distribuição

Enquanto clientes, muitos de nós já não nos damos conta de quantos produtos de marca da distribuição adquirimos no nosso dia a dia. Seja nas marcas brancas, numa primeira fase ou mais recentemente nas marcas da própria distrbuição que tantas vezes nem distinguimos das marcas do produtor à primeira vista.

De acordo com a Nielsen ( boletim Scantrends de Maio 2013 ) as marcas da distribuição atingem quotas de 38,5% na alimentação ( máximo de 45% nos congelados ) e 27% na higiene ( máximo de 31% na higiene lar ).

Nas bebidas, têm uma quota de 19,6%, sendo composta por 31,3 nas não alcoolicas e 12,2 nas bebidas alcoolicas. São quotas que, em geral têm vindo a aumentar consistentemente. 

No caso das bebidas alcoolicas o mesmo sucede e de facto já nos habituamos a ver em toda a distribuição moderna os vinhos de cada região com as marcas da distribuição. E ninguém se admire se um dia uma destas "distribuidoras" solicitar um lugar num conselho interprofissional de uma Região: é que as suas marcas já começam a aparecer nos tops de vendas.

Vem isto a propósito de um folheto lançado esta semana pelo Pingo Doce "Há vitórias que sabe bem partilhar". Trata-se de um folheto promocional que não inclui todos os vinhos de marca própria, mas apenas os premiados no International Wine Challenge e no Concurso de Bruxelas. Ou seja, da sua marca, o Pingo Doce coloca no mercado nada menos de sete vinhos premiados num ou em ambos os concursos. Vinhos Verdes, Douro, Dão, Setúbal e Alentejano. E um espumante.

Temos pois que há uma empresa em Portugal que detém marcas de vinho, as quais coloca no mercado através da sua rede de mais de 300 garrafeiras em todo o país. Nenhum dos tradicionais engarrafadores anda lá perto.

Por muita escassez de vinho que possa haver num ano ou outro, o Pingo Doce representa já um volume de negócio tal ( e tem outros argumentos ) que nunca deixará de se aprovisionar de modo satisfatório para as suas necessidades. A sua gama é vasta cobrindo o país vinícola e, como vemos pelas medalhas, inclui vinhos que são objectivamente muito interessantes e a bom preço para o cliente. Conclusão disto é que o Pingo Doce depende muito menos das marcas fornecedoras do que no passado.

Em outros países europeus é assim há muito. Por cá, habituemo-nos pois não é moda passageira...

Para ler o folheto completo, clique aqui.

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