segunda-feira, 29 de abril de 2013

Vinho Verde: vendas e stocks em Março.


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As existências em Março mantém a tendência que temos vindo a acompanhar. Como as vendas estão sólidas, sobretudo no branco, a existência desce ao liogo do ano e desce a partir de um ponto que, à vindima, já não era por aí além. Vamos chegar à vindima com pouco vinho.


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As vendas de branco mantém os valores do ano passado. Alerta pois o gráfico dá a ideia de uma variação superior à real. As vendas de branco no primeiro trimestre foram de 8,3M litros em 2011, 7,8M litros no ano passado e 7,9M litros este ano. Estamos pois com vendas de branco estáveis, suportadas por um aumento na exportação que compensa a perda no mercado nacional.


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Os restantes segmentos mantém a evolução anterior, com uma excepção: o rosado. O rosado vem aumentando as vendas há já vários anos consistentemente. Nos últimos meses vinha avançando em paralelo com o loureiro, mas este mês descola e cresce consistentemente.

domingo, 21 de abril de 2013

Receitas para Vinhos Verdes


Receitas para Vinhos Verdes, livro muito interessante, com receitas de dez dos mais prestigiados chefs do nosso país. Disponível em promoção na CVRVV os últimos exemplares, 10,00€

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A História do Vinho Verde


Incluída na programação de "Formações à sexta à tarde" da Academia do Vinho Verde, na próxima sexta fala-se da história do Vinho Verde. Este, que foi o primeiro vinho português a ser exportado para a Europa, na altura a partir da barra de Viana, tem uma longa e rica história que merece ser conhecida.

Na próxima sexta, acolheremos o Professor Doutor António Barros Cardoso,Doutor em História e Professor do Departamento de História e Estudos Políticos e Internacionais da Universidade do Porto - FLUP. Presidente da APHVIN/GEHVID - Associação Portuguesa de História da Vinha e do Vinho.

Falar sobre a nossa história é valorizar a região e os nossos vinhos.

Inscreva-se,  clicando aqui.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

IVA e Segurança Social no mundo rural

Tenho como pacífico que todas as actividades produtivas devem estar integradas no sistema fiscal e de segurança social, independentemente de serem muito ou pouco taxadas. Ou nada.

Não precisava era de ter sido feito logo neste ano e sem qualquer preparação. Com a publicação do orçamento do Estado, todos os viticultores ( e outros agricultores, mas aqui menciono só a uva ) passam a ter de manter a sua actividade aberta e regularizada seja nas finanças, seja na segurança social. Por pequenos que sejam. O princípio é correcto, não o contesto.

O problema é que o país real não é o país que se vê das janelas do Terreiro do Paço. A lei obriga a que os produtores se inscrevam e colectem, o que os obriga inevitavelmente a incorrer em custos e burocracias. Ora a primeira coisa que vai acontecer é... nada. Acompanhei assembleias de duas adegas cooperativas e de ambas retiro a mesma consequência: os produtores ameaçam abandonar a actividade, mas em boa verdade nada farão. Isto é: nada farão até ao início de 2014 quando quiserem ser pagos das uvas de 2013. Nessa altura a adega ou armazenista vai dizer que só pode pagar as uvas mediante factura e nesse momento o produtor vai inscrever-se nas finanças... e é multado pelo atraso na inscriçao. O prazo acaba agora no fim de Maio. Diga-se em abono da verdade que o Governo adiou 60 dias. Adiou mas não resolve o problema de fundo.

Era preciso que isto tivesse sido preparado. Era preciso uma extensa campanha de informação. Era preciso que esta informação fosse objectiva para que o produtor pudesse de facto ponderar se vale a pena ou não manter a sua actividade ( e fosse encorajado a mante-la, claro ). É que, visto do Terreiro do Paço, o agricultor é um grande proprietário. Na verdade porém muitos e muitos agricultores tem produções de quantidade insignificante, mas são dezenas de milhar de produções insignificantes que garantem a produção nacional de muita coisa. E que ocupam o territorio.

O que a administração central não percebe é que muita desta micro-agricultura não é verdadeiramente rentável mas apenas autosuficiente. Quando muito. Para um pequeno agricultor, entrar num suermercado e ver uvas a 1,95€ o quilograma chega a ser ofensivo face aquilo que ele consegue receber pelas suas. Se receber 20% disso já tem sorte.

E justifica-se a um fulano que faz 800 kgs de uva estar a colectar-se, a inscrever-se na segurança social, a cumprir os requisitos de higiene e segurança, a cumprir as normas de qualidade, a ter o livro de guias para a feira, a ter um contabilista, a mais isto, mais aquilo ?

E tudo isto para cobrar quanto imposto ?

Há medidas que não podiam vir em pior altura...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Flavescência Dourada da Vinha

Na página internet da CVRVV encontra informação atualizada para o combate à Flavescência Douradada Vinha. Hoje disponibilizamos a nova lista de produtos autorizados para o combate ao insecto, que tem novas opções. Para abrir, clique aqui.

terça-feira, 9 de abril de 2013

APED: criar valor ou sugar a economia ?


Luís Reis foi reeleito presidente da APED. É uma boa notícia, Luis Reis é um estratega competente, é uma pessoa lúcida e de trabalho e provém da Sonae, pelo que é muito representativo. Se-lo-ia de qualquer modo pois a APED não é coisa pouca. É a associação que congrega a dita distribuição moderna e que se está a expandir com a gradual admissão de novos sócios.

A APED tem vindo a crescer muito não só pelo peso dos sócios mas também pela sua própria actividade muito co-liderada pela directora geral Ana Isabel Trigo de Morais.

A questão de fundo, para quem está de fora é porém simples: qual é o rumo de Luís Reis para o sector que representa nestes tempos de tremenda dificuldade no país ?

Correcto, oportuno, admirável, seria se a APED motivasse e liderasse os seus sócios para apostarem na criação de valor pelos produtos portugueses, dando destaque a estes e percebendo que o consumo de produtos portugueses é essencial para o crescimento ( a sobrevivência ? ) do país.

A APED tem condições otimas para o fazer e os seus sócios têm uma quota de mercado tal, que o podem fazer de forma decisiva. Têm é de o querer.

Se assim fizer, Luís Reis prestará um serviço inestimável ao país. Se não o fizer, então, tanto faz quem é o presidente da APED: será apenas mais um representante dos interesses económicos da distribuição e nada mais.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Vinho Verde em Munique

Excelente dia de promoção do Vinho Verde hoje em Munique. 27 empresas apresentando os seus vinhos aos clientes alemães e uma acção de formação dirigida pelo Master Sommelier Hendrik Thoma.

Fotos do Gonçalo Furtado e a última do Hendrik Thoma.






sexta-feira, 5 de abril de 2013

Vinho Verde: vendas em Fevereiro são ótima notícia !

O mercado interno é um barrete enorme e largo, tipo barrete mexicano. Mas a exportação ajuda e estamos a crescer. Até ao fim de Março estamos 6% acima de 2012 em taxas de certificação, que correspondem às vendas da região.

Vejamos os dados de vendas de vinho até ao fecho de Fevereiro.

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As vendas de branco crescem 4%. São apenas dois meses, é preciso ser prudente, mas é um indicador que nos dá conforto. O vasilhame que cresce mais é a garrafa de 0,75, com um aumento de 5%. Está pois a puxar pela categoria.

O segundo quadro dá-nos a aimagem dos restantes segmentos: o tinto, o rosado e as castas brancas com mais significado.

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O tinto perde mercado, não tem dias fáceis. Temos de repensar este produto. O loureiro, pelo contrário, tem tido um comportamento excelente, já vem de 2012. Não estão aqui incluídos os "Loureiro-Alvarinho" pois são regionais: este mapa refere só o DOC.

Do mesmo modo o rosado, que vem aumentando ao longo dos últimos anos e que mantém em 2013 a tendência. O Vinho verde rosé é um produto fabuloso, somos o líder nacional de rosés DOC e ainda tem muito caminho a percorrer.

Porventura o preço é o que está a prejudicar o Alvarinho que vem perdendo força, já sucedia em 2012.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Vinho Verde: stocks em Fevereiro

Voltamos à escrita após o processo eleitoral. As vendas e os stocks em Fevereiro. Estamos com pouco vinho em stock. A ver se a próxima campanha nos ajuda.

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Os valores são baixos em práticamente todas as categorias. Os compradores de granel perguntam-nos por vezes onde está este vinho pois não o conseguem encontrar. Veja o caso do branco: temos em stock quase 50 milhões de litros, sendo que a esmagadora maioria destes ( 37 milhões ) está nas adegas cooperartivas e nos engarrafadores. O resto está nas Quintas e nos pequenos produtores.

Uma das lições da Bolsa do Vinho Verde é que há de facto muito produtor com vinho para venda mas são quantidades tão ínfimas que mal justificam a deslocação. A partir de Janeiro, deixamos de listar os valores abaixo de 1.000 litros e assim se retiraram umas dezenas de potenciais vendedores mas que na prática não vendiam pois como se justifica fazer uma viagem para levantar 300 ou 400 litros de vinho?

Amanha publico as vendas. Boa leitura !