quinta-feira, 30 de maio de 2013

Music in the Bottle: a RFM no Vinho Verde




A RFM e a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes promovem no próximo dia 15 de Junho uma festa única com muita música e Vinho Verde. Music in the Bottle – Vinho Verde/RFM junta o melhor de duas das marcas mais reconhecidas do nosso País!

Na Casa do Vinho Verde, no Porto (Rua Restauração 318), com uma fabulosa vista sobre o Rio Douro, a música feita por DJ nacionais marca o ritmo e o Vinho Verde faz a festa!
A partir das 22h00 e até às 04h00, será uma noite cheia de sotaque e de personalidade! Pedro Tabuada dispensa apresentações e é o "DJ estrela" desta noite… As sonoridades do samba, drum&bass, reggae e do ska chegam pela mão de uma das duplas mais aplaudidas do Norte: os Quentito’s têm participado nas melhores festas e têm-se destacado pela versatilidade e bom gosto. Também do Porto, Henri Josh vai pôr todos a mexer com o seu mais recente hit "Why?! Can’t I Forget You". Um verdadeiro cartaz de luxo, completo com os DJ RFM António Mendes, Djay Rich e André Henriques – vozes que nos acompanham na rádio e que nos dão música nas festas mais animadas do País!

Cada bilhete custa 15 euros e podem ser adquiridos na CVRVV, ticketline e locais habituais. Entrada apenas para maiores de 18 anos. Cada bilhete dá direito a três provas de Vinho Verde.

Se é produtor ou engarrafador de Vinho Verde, contacte o/a seu gestor de conta pois temos bilhetes em condições muito faoráveis !

Há dias assim ...


Está um fulano com a cabeça enfiada no computador a teclar furiosamente ( é um vício, já tirei a tinta ao "A" e o "T" salta de cada vez que lá martelo ) e recebe de uma colega um mail assim:

"Aumento 37,52% na taxa de certificação no comércio, no mês de mai.13 face a mai.12;

e

Aumento acumulado de 11,49 % na taxa de certificação no comércio, de jan. a 30 mai.13 face ao período homólogo."

São aumentos de vendas. É a exportação, claro. Bem sei que estamos no início do ano e que há sempre efeitos sazonais, decorrentes de alguns negócos de grande volume. Mas um aumento de 11,49% em 5 meses já não é de descontar facilmente.

Pronto, lá saltou o "T" outra vez. Tenho de ver se colo a porcaria da tecla. Ou então passo a escrever ecla !

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mercado externo: manual do Exportador

O Instituto da Vinha e do Vinho está a editar vários manuais do exportador, organizados por mercado.

Se lhe for interessente, decarregue:

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Palacetes de Brasileiro no Porto 24/5 na CVRVV !


Na próxima sexta-feira 24 venha visitar a sede da CVRVV, o Palacete Silva Monteiro construído em 1870. Conheça as lindíssimas salas, com interiores pintados à mão. A sala de baile, a sala árabe, a sala dourada.

Na próxima sexta-feira pelas 18:00 recebemos todos os que nos quiserem visitar para conhecer a nossa casa e ainda para a apresentação do livro "Palacetes de Brasileiros no Porto", com a presença da autora, Dra Paula Torres Peixoto e que será apresentado pelo Arquitecto José Carlos Loureiro.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Daniel Bessa no Dão

Apontamentos da intervenção do Professor Doutor Daniel Bessa na iniciativa "Dão Primores" que hoje decorreu em Viseu para apresentação dos vinhos da última vindima.


  1. Não vale a pena estarmos sempre a discutir os dados macroeconómicos. O PIB, o crescimento, a inflação, os câmbios. Ou porque são dados que não relevam directamente para o nosso negócio, ou porque são dados sobre os quais não temos influência absolutamente nenhuma. De um modo ou de outro, estar a centrar a nossa análise nestes dados é perda de tempo.
  2. É de contar que se prolonguem no tempo as dificuldades de financiamento e os elevados custos deste. Custa mais a uma empresa Portuguesa financiar-se do que a uma empresa do norte da Europa, em consequência da situação muito grave do país.
  3. A questão chave é pois a da competitividade. É preciso que cada empresa de avalie a todo o tempo e procure reforçar a sua competitividade em toda a actividade.
  4. Há grandes vantagens na cooperação entre regiões e entre empresas sobretudo no que ao mercado externo diz respeito. Ter em conta o exemplo do calçado.
  5. Uma boa parte dos produtores-engarrafadores precisam de questionar a sua actividade. São rentáveis ? em muitos casos faria mais sentido investirem em ser excelentes produtores de uva com qualidade e produtividade, sendo assim rentáveis e com um negócio mais simples do que a integração da viticultura-vinicultura-engarrafamento.

Excelente iniciativa esta hoje da CVRD cujos produtores apresentaram os seus vinhos da colheita 2012 e foram premiados alguns dos melhores vinhos na produção.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Tudo muda no regional Minho ?

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Ainda a propósito dos dados do Alvarinho publicados há dois dias, aqui deixo um outro, complementar: a evolução de vendas de IG Minho em garrafa 0,75.

Desde o lançamento, o IG minho branco tem sido uma categoria com números pouco expressivos e que combina dois perfís de vinho vocacionados para segmentos opostos: aqueles que lançam como IG Minho a sua gama de entrada qualidade discreta e com preços hiper competitivos e por outro lado aqueles que lançam aqui vinhos inovadores que procuram explorar o melhor da região, sem se deterem com as regras de produção de Vinho Verde que, naturalmente, obrigam a manter valores de tipicidade seja no encepamento, seja no produto final.

Estamos a assistir agora a duas mudanças em simultâneo.

Por um lado reduzem-se os "entrada de gama" pois o aumento de preço do vinho de mesa faz com que não haja sentido em vender regionais abaixo deste valor. Esta mudança é gradual.

Bastante mais significativa é a alteração na garrafa 0,75 branco. É que neste segmento estão a entrar alguns dos grandes produtores de Vinho Verde que aproveitam para inscrever aqui os seus vinhos de lote com Alvarinho, designação que não podem usar para Vinho Verde por estarem fora de Monção- Melgaço. Neste gráfico encontramos também estes vinhos. Não confundir com os regionais monocasta Alvarinho ou Loureiro que são contabilizados separadamente. O que se encontra aqui cada vez mais são aqueles vinhos com lote de Alvarinho em que o produtor entende que a designação Alvarinho tem mais valor de mercado do que a de Vinho Verde, pelo que prefere incluir a primeira no rótulo e vender o Vinho como Regional Minho.

Não tenho dúvida de que é uma tendência que se vai desenvolver muito substancialmente nos próximos anos e que hoje ja é incorporada por empresas como a Gomariz, Vercoope, a Quinta da Lixa, a Quinta da Aveleda, a Quinta da Raza só para citar alguns exemplos.

É hoje claro que as castas com maior relevo comercial na região são o Alvarinho e o Loureiro. E porém legislação atual impede que um lote "Alvarinho-Loureiro" seja Vinho Verde, obriga o produtor a rotula-lo como IG Minho. Não interessa se foi produzido em Monção-Melgaço, em Ribeira de Pena ou em Felgueiras. É tão simples como isto: quem fizer vinho com as nossas duas castas mais populares  e com maior valor de mercado está impedido de o vender como Vinho Verde. É como se os Ferraris fossem proibidos de ser vermelhos ou como se no Algarve fosse proibido ir à praia.

Há algum motivo pelo qual um produtor de Cambados possa fazer um Albariño-Loureiro e ter a DO Rias Baixas e um produtor do lado de cá da fronteira não possa ter DO ?

Valorizar a uva e dar instrumentos de competitividade às cooperativas e empresas significa obrigatóriamente que precisamos de nos questionar se esta proibição de fazer Vinho Verde Alvarinho Loureiro faz algum sentido.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Sobre o Alvarinho

Dos mapas de vendas até Abril que publiquei esta semana, estive a segregar os dados do Alvarinho. Com está a evoluir o Alvarinho DOC face ao regional ? e o que podemos esperar do regional tendo em contav as grandes plantações de Alvarinho que se estão a fazer no centro da região ?

Fica em baixo o mapa como mote de reflexão. Em tempo publicarei a minha análise.


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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Stocks e vendas em Abril

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Mantemos em Abril a tendência dos últimos meses com um stock que não é nada generoso.

A propósito de uma conversa que tive na passada semana com um produtor, recordo de que forma é que estes números devem ser lidos. Quando se fala em stock de branco de 44 milhões de litros, não  quer dizer que este vinho esteja disponivel para transitar a granel. Neste momento, dos 44 milhões, só 4,6 milhões estão efectivamente na produção. Isto porém não tem grande significado pois está repartido por mais de 10.000 produtores que têm vinho em stock. O restante vinho está nas mãos de entidades que engarrafam, sejam vitivinicultores engarrafadores, cooperativas ou sociedades comerciais.

Tenha também presente que o vinho em stock tem de ser sempre superior ao necessário para o ano pois, de outro modo, em vésperas de vindima teria uma inflacção insuportável. Esta região ( todas aliás ) precisam de ter um stock de segurança que estabilize os preços e permita gerir a prazo.

É preciso portanto analisar os dados com prudência. Encontra as tabelas de base no site da CVRVV mas não hesite em me contactar se precisar de dados para melhor leitura do stock.

De seguida as vendas de branco, que recuperam a perda do ano passado. Tal como fiz em Março, alerto para que o gráfico distorce um pouco a evolução. Aumentamos porém 4,6% face a 2012 o que é excelente e já são 4 meses.



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As vendas dos outros segmentos continuam a sublinhar o resultado excelente que está a ter o rosado. É justo dizer que parte deste aumento se deve a um contrato muito significativo de marca própria para a Alemanha mas, mesmo excluindo esse valor individual, estaríamos acima do ano passado. O Vinho Verde rosado é claramente uma aposta que se está a construir com sucesso !



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