segunda-feira, 29 de julho de 2013

Certificados de origem... ou da treta ?

Os Certificados de Origem são documentos muito importantes. Qualquer vinho que siga de cá para um país fora da UE vai acompanhado por um documento destes que atesta que o vinho é Português.

Têm pois importância a dois níveis. Burocrática pois é o documento indispensável para desalfandegar mercadoria no porto de destino. Comercial pois a origem do produto é, naturalmente um dos factores que definem a sua valorização: independentemente do que está dentro da garrafa, um vinho de Portugal tem um valor e um vinho da Roménia outro.

Os dois motivos e sobretudo o segundo recomendariam pois que Portugal gerisse com muito rigor a emissão de certificados de origem. Portugal tem vindo a investir milhões na promoção dos seus vinhos pelo mundo e constituiu aliás uma associação, a Viniportugal fortemente capacitada precisamente para este fim. Ora, se esta promoção tem o efeito, e claramente tem, de gerar oportunidades de negócio para os vinhos Portugueses, então parece simples que temos de ser muito zelosos no momento de emitir certificados de exportação que atestem que um vinho é nacional.

Infelizmente não se passa nada disto, no que diz respeito aos vinhos sem indicação geográfica.

Porque Portugal é um país com uma forte componente de exportação, a emissão de certificados de origem passou a ser um negócio para associações empresariais que o transformaram num mero documento declarativo informatizado: o exportador declara que um produto é nacional, e a associação limita-se a colocar um carimbo em cima e cobrar uma taxa. A sempre eterna taxazinha.

Consultando as páginas internet das associações empresariais que emitem estes documentos verifico que é claramente assumido que o certificado é um documento emitido pelo exportador em que este atesta a origem do produto. Note bem: emitido pelo exportador em que ESTE atesta a origem do produto. Para a emissão do certificado, solicita-se apenas cópia da factura.

Ou seja, não há qualquer dificuldade para um exportador em documentar como nacional um vinho que importou de outro país a granel e engarrafou cá. Basta emitir a factura mencionando as caixas/garrafas, a marca, cor grau etc do vinho, mas omitir a sua origem real.

E está a andar, assim se faz vinho nacional para efeito de exportação.

Lado a lado com isto, os produtores que fazem vinho numa região demarcada estão sujeitos a um intenso e custoso controlo. O Instituto dos Vinhos do Douro e Porto ou a CVR dos Vinhos Verdes por exemplo só emitem um documento desde logo a empresas que se encontrem legalmente inscritas para a actividade de produção/venda deste bem alimentar. Depois verificam se as quantidades correspondem à produção real, se o vinho corresponde a um boletim de análise específico, etc etc etc.

Ou seja, as empresas organizadas que cumprem a lei acabam por ter custos superiores aos daquelas de vão de escada que se limitam a fazer volumes a baixo preço.

Andamos há anos a protestar contra isto mas não há modo de se emendar.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

The Wall St. Journal: Vinho Verde the ultimate hot-weather wine


Um excelente artigo no Wall Steet Journal, apenas semanas depois de outros igualmente muito bons no New York Times, na CNN, na Bloomberg.

Leia o artigo completo aqui.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ena, tanta gente !


Desde 2008 que mantenho esta página, às vezes escrevendo com maior assiduidade, às vezes nem por isso. É sobre Vinho Verde. Só. Mas nunca há provas, é mesmo a seco ! Hoje faço uma excepção para publicar um artigo sobre a própria página. O motivo é simples: atingiu os 50.000 leitores.

Comecei por escrever textos numa outra plataforma, depois passando para o Blogger e mais recentemente com exportação automática para o Facebook numa página com o mesmo nome.

Muito obrigado a si que vem lendo estes textos que escrevo com gosto.

Curiosamente, apesar de o número de leitores vir a aumentar, o texto mais lido não é de agora. É um texto de 2010 sobre vinho e impostos. Mostra bem como é importante a questão fiscal.

As ligações, vulgo links, trazem muitos leitores. Neste caso dos impostos, o artigo teve uma ligação num blog da área tributária, o que trouxe muitas leituras.


Um efeito muito curioso é o da página Facebook para onde os artigos são exportados. Há artigos que são partilhados de A para B e que portanto acabam por ser lidos, ainda que parcialmente, por mais gente.

Escrever uma página destas é um exercício de liberdade de expressão. Uma vez disseram-me mais ou menos isto "não tenho como certo que um presidente de uma região tenha o direito de tornar esses textos públicos".

Eu contraporia: mal está quem não tem uma visão estratégica ou que não seja capaz de ultrapassar as bocas de café e colocar as suas ideias preto no branco.

Obrigado pela sua visita e leitura. Amanha há mais !

domingo, 21 de julho de 2013

O Verde tinto

Não há produto da região mais difícil do que entender o Verde tinto. Possivelmente por não ser um só produto mas um conjunto. Há um enólogo da região que tem uma frase curiosa: "o Verde tinto não tem preço - ou é tão bom que ninguém discute o preço ou tão mau que ninguém o compra.". E se é verdade que há tintos fabulosos que atingem preços elevadíssimos no mercado regional, temos porém um enorme lastro desigual que leva por exemplo a que o último artigo na CNN muito elogioso para os brancos, se refira ao tinto como "tastes like battery acid".

Leio sempre com muita prudência alguns exemplos de tintos "inovadores" que aparecem com parangonas na imprensa pois em geral são quantidades ínfimas que podem cair bem neste ou naquele jornalista mas que não têm qualquer efeito estatisticamente relevante.

A produção de tinto vai continuar a descer pois as reconversões estão a ser feitas esmagadoramente para branco e a produção crescente de rosado está a absorver mais uva.

O quadro seguinte mostra-nos a evolução das vendas de tinto nos útimos anos no periodo do primeiro semestre. As linhas representam os varios tipos de vasilhame.

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Como em tudo o que diz respeito ao tinto, também o quadro não é fácil de analisar.

Alguns apontamentos:
  • as vendas de tinto que este ano aumentam-no fazem-no à custa da garrafa de litro e do garrafão e não da 0,75. 
  • o tinto tem um mercado regional e de baixo preço com significado que é precisamente o que é servido pela garrafa de litro e pelo garrafão;
  • não há qualquer sinal consistente de inversão de queda nas vendas de tinto engarrafado.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Vendas no fim do semestre

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Mantemos no branco a tendência dos meses anteriores: recuperamos as perdas do ano passado, à custa da exportação ( ver textos anteriores ) e estamos mesmo acima de 2011. Não sendo um ano fabuloso, é porém um bom ano de vendas, vendo o contexto económico em que estamos.

Os bons números da exportação escondem uma realidade: é que muitas empresas não exportam e são estas que estão a ter dias mais difíceis.

Em resumo, o branco encerra o semestre com bons números. Haja vindima e a retoma económica.

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Nos restantes segmentos vemos o cenário que já se vinha desenhando: o rosado cresce de forma muito sustentada, bem como o loureiro. O alvarinho não tem a vida fácil.

Para vermos melhor o que se passa com o tinto, estou a elaborar um quadro última década que publicarei aqui nos próximos dias.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Stocks no fim do semestre


Sem surpresa fechamos o semestre com um stock baixo. Baixo no branco e baixo no mosto branco. Repito aqui, com a ajuda do quadro seguinte, uma explicação que deixei antes sobre o stock de branco. É que, alguns colegas, ao verem registados mais de 30 milhões de litros de branco perguntam como é que não se conseguem abastecer a preços competitivos no mercado de granel.

A explicação é simples em duas linhas:
  • porque a região é grande e 30M litros repartidos por 22.000 pessoas dá muito pouco;
  • porque uma boa parte do vinho já está colocado em colegas engarrafadores e não na produção.
 Veja o quadro seguinte.

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Temos pois que práticamente todo o vinho está já nas Adegas Cooperativas e nos Armazenistas Vinificadores. Ora estes, uns e outros, precisam dele para as suas marcas, pelo que não venderão tão facilmente. O único vinho que se encontra no mercado são 3,6M que estão nos produtores individuais. Mas tenha em conta que este vinho está repartido por milhares de produtores, sendo que as quantidades que é económicamente razoável ir levantar não são muitas.

Precisamos pois de uma boa vindima pois as vendas estão a dar bons sinais na exportação.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Direitos de plantação: antecipar o futuro

Vamos ter, a partir de 2016, novas regras para a plantação de vinhas. Cito de seguida, praticamente a 100%, um documento do IVV esclarecedor sobre o acordo a que se chegou em Bruxelas. 
  • "Manutenção do atual sistema de direitos de plantação da Vinha até final de 2015;
  • Substituição, a partir de 2016, dos atuais direitos de plantação por um novo mecanismo de gestão, mais dinâmico, designado por autorizações de plantação (qualquer viticultor que pretenda instalar uma vinha terá obrigatoriamente de possuir esta autorização);
  • Este novo sistema entrará em vigor em 01 de Janeiro de 2016, prolongando-se até 2030, com um crescimento máximo anual de autorizações correspondente a 1% da área total de vinha instalada;
  • O prazo de validade de uma autorização de plantação não utilizada será, no máximo, de 3 anos. Estes novos títulos não são transacionáveis;
  • O IVV deverá emitir as autorizações a todos os viticultores detentores de áreas de vinha instaladas, que o solicitem (a solicitação é de cariz obrigatório);
  • Os direitos não utilizados (atuais direitos em carteira) e que sejam ainda válidos a 31/12/2015, serão, a pedido do viticultor, convertidos em autorizações de plantação."
Há pontos ainda a esclarecer, por exemplo:
  • como se determinará em Portugal qual o aumento de área permitido, sabendo-se que a área pode aumentar até 1% ao ano ?
  • haverá um valor de aumento nacional ou valores regionais ?
  • se houver mais pedidos de licenças em área superior à disponível para distribuir em cada ano, como será feita a repartição.
Note, repito o indicado acima, que os direitos deixam de poder ser transaccionados a partir de 2015 e os direitos em carteira nessa data podem ser convertidos em autorizações mas não se esqueça de o pedir ao IVV.

Claramente o objevctivo da nossa região seria:

  • quanto à area, dar a maior possibilidade aos viticultores de colocarem as suas vinhas, ou seja, estabelecer o limite de plantação mais alto possível;
  • havendo rateio ter uma política pública de "dimensão crítica da exploração" contribuindo para o aumento da área média e não a distribuição de micro áreas por um infindo número de produtores.
 É ainda cedo, 2015 parece distante mas há que ir preparando.

terça-feira, 16 de julho de 2013

CNN: Vinho Verde - summer's coolest wine



Excelente artigo no CNN eatocracy sobre Vinho Verde.

Temos vindo a ter artigos muito bons na comunicação social Norte Americana e sobretudo em publicações cada vez mais de referência. Ha duas semanas no NYT e agora na CNN. Leia aqui,

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Análise das exportações

A vinda a Portugal do Snr. Jesus Zorrilla, responsável da Comissão europeia pelos vinhos levou-nos a estudar em detalhe uma série de assuntos para lhe apresentar. Retiro para este texto uma análise de alguns pontos da exportação. Os dados de base para os gráficos estão no site da CVRVV mas se não os encontrar, contacte-me e enviarei por correio electrónico.


O primeiro número é o volume de exportações, expresso no gráfico em cima quanto à última década. Creio que o gráfico é claríssimo, dispensa grande comentário. Em 2012 exportamos 18,5 milhões de litros, valor que tem vindo a aumentar muito consistentemente desde 2000. Nestes últimos 12 anos só houve um ano em que não aumentamos: 2003.

Poder-se-ia argumentar que o aumento se dá à custa de baixas de preços. Vamos a uma nova tabela, também da mesma fonte o INE/Intrastat.



Ora o que vemos aqui é que o preço FOB se tem mantido consistentemente acima dos 2,00€/litro, tendo aliás aumentado ligeiramente nos últimos anos. Estes dados são calculados pelo INE e por vezes questionados pelos produtores. A verdade porém é que, mesmo sendo verdade que possam de algum modo sobreestimar o preço médio, tendo em conta que temos uma série já longa de uma década, podemos analisar a tendência. E o que esta nos diz é que o crecimento de vendas não está a ser feito à custa de baixas de preço.
Se os preços são baixos ou altos já é outro ponto, que aliás vale a pena debater. O que aqui se indica é que o aumento de vendas está a ser feito sem que haja sacrifício do preço.

No quadro seguinte analisamos os mercados para onde estamos a exportar. Uma observação inicial, interessante é que já não estamos claramente a exportar só para os Portugueses, algo que constituia uma limitação histórica nossa nossa.


Os ESTADOS UNIDOS afirmam-se claramente como o nosso maior mercado, com taxas de crescimento excelentes e consistentes. Temos cada vez maior notoriedade neste mercado, há cada vez mais artigos de imprensa positivos quanto ao Vinho Verde. Estamos também a sair passo a passo da comunidade portuguesa. Na CVRVV recebemos continuamente pedidos de novos importadores. É também o mercado onde investimos mais na promoção da DO: nos EUA temos uma representação permanente em NY com uma das principais agências do país, que aliás trabalha com os Vinhos Verdes e os vinhos da Alemanha. Diria que nos EUA a roda está em funcionamento e os volumes vão crescer no futuro previsível. Precisamos é de trabalhar o valor. Há colegas a colocar vinhos a preços "demasiado competitivos" que retiram valor a toda a categoria. Ora precisamos é de criar valor e não apenas volume.

A ALEMANHA continua com uma economia forte, é um grande importador de vinhos de todo o mundo e sempre consumiu muito Verde, seja pela comunidade Portuguesa seja pelos próprios Germânicos. É um país de grandes supermercados, o que coloca pressão no preço. Estamos todos a investir muito na promoção do Verde naquele país. E os números justificam-no.

A FRANÇA é aquele automóvel que anda sem gasóleo: nem nós nem os produtores investem naquele mercado valores consideráveis na promoção e porém os resultados são excelentes. Duas observações aqui. Por um lado, a França nega o mito da "morte dos emigrantes". Com frequencia se diz que os emirantes são uns velhinhos que vão morrer todos e depois ninguém vai consumir produtor Portugueses nesses mercados. É um disparate, é ver os números. A comunidade Portuguesa, bem como a luso-descendente em França, consome. Note que a "nova emigração" não é aqui um factor a considerar pois a França não é um destino típico. Claro que em França há um segundo factor que escapa à estatística que é o mercado paralelo. É registado como importado em França vinho que efectivamente vai para aquele país mas que depois pode seguir para outros ( Belgica Lxemburgo ) ou até regressar cá, para arbitrar diferenças de pvp nos diversos países.

O CANADÁ é um outro mercado onde estamos a crescer de forma muito consistente, um país organizado, onde sempre tivemos uma presença graças á nossa comunidade e onde há uma grande cultura do vinho.

Para analisar estruturalmente estes crescimentos, a tabela em baixo demonstra a evolução dos nossos 10 mercados principais ( de hoje ) ao longo do periodo de 1992 a 2012. Um periodo muito longo portanto, que nos dá números sólidos. Para diluir efeitos sazonais, considerei a evolução entre os dois primeiros e os dois últimos anos do período. Para todos estes mercados exportamos mais de 500.000 litros,pelo que os efeitos de um negócio particular não desvirtuam os resultados. Os números são em % face ao início do periodo.


Os EUA e o Canadá são sem dúvida os destinos que melhor se comportaram no período. Crescem muito e de forma consistente ( veja a tabela de base no site da CVRVV ). O Brasil cresce mas é um mercado onde todos temos a noção de que ainda não entramos a sério. Talvez a imagem do VV, demasiado ligada ao emigrante português não seja fácil de corrigir. O facto de o Brasil ser um mercado para onde se vende Verde tinto só sublinha este argumento. Estamos agora mesmo a fazer uma feira de VV no Pão de Açúcar e vamos a ver que negócios gera para futuro.

O REINO UNIDO é um mercado que questiono cada vez mais. Questiono aliás se não é um desperdício o que investimos em promoção naquele país e se não seria de bom senso aplicar esse mesmo valor onde os ganhos marginais sejam maiores. Pessoalmente gosto imenso do RU, vou lá com frequencia, ali tenho amigos e família até. Mas em termos de negócio do VV o RU é um bluff. Históricamente, culturalmente, todos nós portugueses temos uma genética admiração pela "Inglaterra". Não sabemos bem porquê, mas temos. Depois, no vinho, há o argumento de que o RU é a montra do mundo, pelo que estar em inglarerra significa abrir portas para todo o lado. Sinceramente, vejo cada vez menos factos que sustentem este argumento. Em Ingalerra andamos nós e os produtores a gastar fortunas, num mercado que pouco mais quer do que preço.

Ao longo da última década não se passava um ano em que não aparecesse um político que não apontasse a ESPANHA como o grande destino das exportações. A extinta DRAEDM  (organismo Regional do Min Agricultura ) todos os anos fazia uma peregrinação para a "muito importante" feira de Silleda na Galiza, que iria abrir fabulosas portas de negócio. E sempre que um Ministro ia a Espanha lá nos apontava aquele mercado do nosso futuro. Felizmente ninguém lhes deu ouvidos. Apontamento para futuro: quem decide onde se investe e para onde se exporta é o cliente de lá que compra ( ou não ) e não os bitaites dos políticos.

Um último ponto quanto ao oriente. A CVRVV tem recursos muito limitados para a promoção, pelo que a nossa opção estratégica é de investir fortemente e de forma consistente no tempo em poucos mercados. Ora os mercados onde podemos obter ganhos marginais mais interesantes são aqueles onde já temos um pé. Esta é aliás uma otima fronteira entre a CVR e a Viniportugal. Para um produtor queira queira rabalhar um mercado como a China, aí aconselhamos claramente que use os serviços daquela associação. Na China, Portugal é pequeno e o VV mais pequeno ainda. As CVR's devem operar em mercados específicos de cada DO e ser fortes nestes. Pelo contrário, a Viniportugal pode e deve ter uma vião global e além disso ser forte nos mercados onde o país ainda está a semear.

Em resumo, os últimos 20 anos, mas sobretudo os últimos 8 tem proporcionado à Região uma verdadeira revolução no que ao mercado diz respeito. Claramente estamos a fazer melhores vinhos, estamos a trabalhar melhor a sua comercialização e os mercados estão a responder de forma muito positiva.

Ao longo destes anos ouvimos muito disparate, geralmente de gente que não está no negócio. Não me esqueço de uma reunião com especialistas que nos indicava que deveríamos abandonar as castas da região e plantar Gewürztraminer e Chardonnay. E uma apresentação ( aliás no Conselho Geral da Região ) que nos indicava que a marca Vinho Verde estava esgotada e deveríamos criar uma nova. Ainda na semana passada ouvi um disparate parecido.

A verdade é que a marca está fortíssima, está a atrair novos investidores e clientes. Saibamos ser serenos, trilhar o nosso próprio caminho fazer vinhos diferenciados, gerar valor e ser profissionais.

E beber ! sim, porque isto não vai a lado nenhum se os maiores fans do Vinho Verde não formos nós !

sexta-feira, 5 de julho de 2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Comunicação em Verde !

Está o verão a começar e a comunicação dos Vinhos Verdes já vai em força, esperando-se bem mais nas próximas semanas.

Numa volta perto de casa dei logo com o Gazela e o Casal Garcia

O Gazela desafia-nos para acompanharmos o verão com uma excelente relação qualidade preço. Já agora deixo aqui o link para acompanhar o Gazela com um delicioso Tagliolini de legumes !




O Casal Garcia não nos quer ver fechados em casa a curtir a crise. Está por isso a distribuir bilhetes para o Optimus Alive. Despache-se que ainda vai a tempo. Concorrer é fácil, basta ir ao Face do Casal Garcia. Hoje ainda havia 49 bilhetes para distribuir.



quarta-feira, 3 de julho de 2013

IVA nos vinhos


Tem havido alguma confusão no sector quanto à taxa de IVA a aplicar nos vinhos de produção própria, pois havia a ideia de que o produtor poderia colocar os seus próprios vinhos no mercado com a taxa de 6%.

A autoridade tributária publicou um esclarecimento sobre o assunto que vale a pena ler ou passar ao seu/sua contabilista.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Reflexão: o país que temos

Sempre tive o cuidado de não enxertar nesta página coisas que não fossem do Vinho Verde. Assuntos pessoais, política, desporto etc.

É também no exclusivo ponto de vista do nosso vinho que coloco este texto.

A ingovernabilidade do país, a desesperada situação económica, e a falência iminente do Estado Português devem ser tomadas por nós como um forte incentivo para apostarmos cada vez mais na exportação. Podemos chorar a queda do mercado nacional ( tenho ouvido produtores com histórias dificílimas ) mas é claro que nada o reanimará nos próximos anos. Já aqui escrevi que crescer implica exportar. Diria hoje que sobreviver implica exportar.

A CVRVV, a Viniportugal oferecem programas e iniciativas de apoio ao exportador. A associação com outros produtores é sempre uma boa opção que permite repartir custos.

Sempre que entender, a equipa de marketing da CVRVV está à disposição para reunir e para percebermos como podemos colaborar na sua estratégia de exportação. Eu mesmo com muito gosto reunirei sempre que entender útil.

Não fique é limitado a este lindo mas pobre país.