quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Vinho "light" e calorias






A Sainsbury's exige que os vinhos que coloca em prateleira passem a ter a indicação do índice de calorias no rótulo.É uma tendência que se vai alargar e os clientes vão fica surpreendidos com a bomba calórica que são alguns vinhos. E é de admitir que, a médio prazo, a tendência se alargue a todas as restantes referências nutricionais.

Em Portugal, o IVV está a estudar legislação que venha a criar um quadro legal para que se use a designação "light" nos rótulos.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Vinho em circulação

A partir deste mês teremos um novo mapa mensal. Além dos mapas habituais de stocks e vendas, passamos a ter um mapa de circulação a granel. É o mapa que nos permite acompanhar os movimentos de granel dentro da região, ou melhor dentro dos agentes económicos. O vinho que aparece aqui listado é apenas o que circula entre empresas/cooperativas e não o que circula para fora do sector já engarrafado. É o mapa do mercado de granel.

Em baixo o mapa base. Nos próximos meses passarei a apresentar gráfico mas o mapa está sempre disponível.

Para a leitura do mapa considere na operação ( segunda coluna ) "venda" e "cedência" como a mesma coisa: são vendas a granel. Desconsidere a linha relativa às transferências pois esta linha refere-se a trânsitos dentro da mesma empresa, por exemplo se a Adega de Monção transitar vinho das suas instalações de Melgaço para a sede, aparece aqui.

Assim, neste mês, foram transaccionados 954.000 litros de granel branco e 962.000 litros de mosto branco. Neste caso obtive o número deduzindo os trânsitos dentro da mesma empresa.

Nos próximos meses vamos ver a evolução. Não temos histórico, pelo que não há dados que permitam determinar se o volume de negócios é alto ou baixo. Seja como for, é bem mais alto do que por vezes nos parece quando falamos só com dois ou três empresas. A região tem um mercado de granel muito capilar. Entretanto este mês continuamos a fazer varejos e a acompanhar trânsitos pelo qual não tenho qualquer dúvida que os dados apresentados correspondem com todo o rigo a movimentos efectivos.

Note que não é de descontar que alguns movimentos possam ser duplicados. Imagine por exemplo que um intermediário compra na cooperativa A para vender ao engarrafador B. Se o DA emitido for directo de A para B, o vinho só aparece aqui uma vez. Porém se o DA for de A para o intermediário e deste para B ( para que um não saiba quem é o outro ),o vinho aparece aqui duplicado pois teve dois trânsitos, duas vendas mesmo que sejam no mesmo dia.



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Vinho Verde: os stocks em Janeiro

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Vejamos então os stocks no final de Janeiro. No branco estamos com um stock ligeiramente inferior ao do ano passado; 2,7% a menos, o que nos dá cerca de 1,7 milhões de litros a menos. É uma diferença que não se notará, salvo se as vendas estiverem bastante acima do ano passado e que não precisa de influenciar os preços.

Após a vindima temos vindo a fazer varejos e a partir deste mês estamos a controlar os trânsitos do vinho que sai da produção, embora o volume de irregularidades detectadas seja muito baixo. Está a circular muito pouco vinho.

O stock de tinto está um pouco acima do ano passado, práticamente o mesmo.

Mudança significativa no rosado, temos este ano 3,5M litros conta os 2,4M litros do ano passado. A disponibilidade de mosto rosado aumenta um pouco mas sem significado. Note que o rosado não está na produção: está todo já em quem o engarrafará ou pelo menos quem o pode engarrafar.

Passei a introduzir uma nova linha com o Regional branco. Isto porque é uma categoria que ganha
relevância comercial a cada ano. No gráfico é a linha azul escura e revela um aumento muito significativo dos valores em stock. É certo que algum deste vinho se destinaráà venda à porta, mas não descarte os dados pois o aumento do stock de regional é no branco e é nos engarrfadores. Temos pois mais regional pois há mais perspectivas comerciais do stock.

A tabela em baixo, retirada do mapa mensal, identifica em detalhe as entidades onde se encontra o Vinho Verde e o mosto de Vinho Verde. Não esqueça que mantém-se em funcionamento a Bolsa do Vinho Verde, cuja lista é actualizada diáriamente e nela encontra vinhos para venda a granel e o contacto dos respectivos produtores.



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Websites Vinhos



Economistas portugueses publicam estudo em Jornal Académico Norte Americano sobre Web Marketing na indústria vitivinícola.

Dois economistas portugueses, Gustavo Ferreira e João Paulo Canle Ferreira, publicaram no último número do jornal académico Journal of Business Administration Online (JBAO) os resultados de um projeto de investigação, levado a cabo pelos mesmos, sobre a utilização do web marketing na indústria vitivinícola aplicado ao Estado da Virginia (EUA).

Esta investigação, embora tenha sido desenvolvida nos EUA e financiada por uma Universidade Americana, Virginia Polytechnic Institute and State University (Virginia Tech), tem entre os seus objetivos aplicar os resultados obtidos na indústria vitivinícola nacional, de forma a que o web marketing se torne uma ferramenta que ajude as adegas portuguesas a: (1) ser mais competitivas; (2) melhorar o seu posicionamento no mercado; (3) reforçar a sua imagem e consequentemente aumentar as vendas e as margens de lucro.

O projeto teve como fase inicial o desenvolvimento de um modelo óptimo de web marketing, com base em investigação intensiva nesta área e adaptado às características da procura e sistema produtivo vitivinícola da Costa Este Americana. Numa segunda fase, foram analisadas todas as estratégias e páginas web dos produtores de vinho do Estado da Virginia usando o modelo obtido. Desta análise concluiu-se que as adegas na Virginia não estavam a utilizar todo o potencial das suas páginas web desaproveitando assim uma ferramenta de marketing decisiva para o aumento das vendas e divulgação dos seus produtos e marcas.

Este resultados foram particularmente importantes na sensibilização das adegas analisadas para a importância do web marketing  como  uma boa alternativa aos canais de promoção e publicidade tradicionais, graças ao seu custo reduzido e fácil implementação pelos pequenos produtores.  Adicionalmente, os resultados da análise estatística realizada para o estudo demonstraram que a qualidade dos web sites não está directamente relacionada com a clusterização geográfica dos produtores.

Posteriormente e tendo como base os resultados atingidos foi realizado um trabalho de campo com consultadoria direta a 25 produtores do Estado feita pelos próprios investigadores. Como consequência do sucesso deste projeto e os resultados do mesmo, este estudo foi ampliado aos Estados da Carolina do Norte e Maryland.

O artigo poderá ser consultado em : https://www.atu.edu/jbao/Virginia_Winerie.pdf

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Cartas no correio


O tempo muda, ainda bem, e nós todos vivemos essa mudança. Vivemos todos, mesmo aqueles que aqui e ali hesitam em reconhece-lo como é natural. Hoje recebemos uma carta que me recordou este constante processo. Nada de especial no conteúdo, é uma entidade que solicita a cedência gratuita de uma sala na CVRVV para realizar uma cerimónia. A resposta será agradecendo a atenção mas recusando pois a capacidade pretendida ( 300 pessoas ) ultrapassa a nossa capacidade nas salas. Também não cederiamos gratuitamente, mas o problema não se coloca.

Se o pedido tivesse vindo por correio electrónico, o mais provável é que a resposta, simples, fosse dada no periodo de uma a duas horas após a recepção. Tenho por hábito ter o computador ligado e respondo tão rapido quanto possível sobretudo a assuntos simples como este.

Porém, certamente por deferência para com a CVRVV ( digo-o sem ironia ), o autor optou por outro meio, muito curioso.
 
Algém certamente terá pensado no que pretendia e introduziu essa mensagem num computador, sendo que deste descarregou para uma impressora, máquina que deposita tinta sobre papel, sendo que a tinta é depositada numa forma tal que se traduz em caracteres que são legíveis em língua Portuguesa. Assim se obteve a "carta", que foi depois assinada com uso a uma caneta de cor azul, após o que foi fechada num sobrescrito, devidamente encerrado.
 
Foi então estabelecido um contrato de transporte com uma empresa especializada no ramo, os CTT. Imagino que para este efeito alguém da empresa que emitiu a carta terá feito o transporte desta até às instalações dos CTT. Estes, com uma estrutura logística bem desenvolvida, transportaram a carta 300 kms até à estação dos CTT mais perto do nosso escritório.

Aqui ela foi empacotada com as restantes cartas destinadas à CVRVV e levantada ao início da manha por uma colega nossa que as trouxe até à Comissão. Chegadas às confortáveis instalações da CVRVV as cartas foram abertas uma a uma e registadas no sistema. Quando chegou a vez desta assim foi e, como eu me encontro fora, foi passada em scanner e enviada para mim por correio electrónico.

Abri a carta, percebi que a resposta era simples e enviei-a para o endereço de correio electrónico que se encontra no rodapé da carta.

Um minuto depois recebo uma mensagem de erro: o endereço está desactivado. E agora o que faço ?

Manda-se um estafeta a Lisboa ?

Uma alternativa é usar esse fabuloso meio de comunicação do século XIX inventado pelo Snr Bell ( ou pelo Snr Marconi, conforme a sua preferência ) e ligar para lá a perguntar qual é o endereço novo.
 
Não, não me passa pela cabeça fazer uma cartinha de resposta.
 
Bem, entetanto volto ao trabalho sério e isto fica para mais tarde, que tenho imensos mails em atraso.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Vinho Verde: o fecho de 2013 nas vendas

Fechamos o ano com o branco, que representa quase a toalidade do nosso negócio, práticamente estável, a aumentar 3,5%. Sem ser fabuloso, é um bom resultado num ciclo económico muito difícil. Claramente o aumento foi na exportação, publicarei dentro de dias, pois o mercado nacional esteve muito difícil.

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No quadro seguinte observamos os restantes segmentos cuja evolução não surpreende face ao que fomos observando ao longo do ano. O tinto estável, o rosado mantém um crescimento muito sustentado e que ainda não deu sinais de se esgotar e o Alvarinho bem como o Loureiro a perderem posição. Nestes últimos admito que haja uma penalização por serem vinhos sobretudo de mercado interno e por isso mais penalizados pelo preço naturalmente mais elevado que apresentam.

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O quadro seguinte é novo e merece boa reflexão. O que vemos aqui são as vendas de IG Minho: Note que tomamos em conta apenas o engarrafado pois no IG há um volume razoável de granel vendido à porta que aqui desvirtuaria o resultado se não fosse expurgado.

Claramente o que se destaca é o branco. A justificação para este aumento é simples e relaciona-se sobretudo com os Alvarinho-Loureiro e Alvarinho-Trajadura que estão cada vez mais presentes no mercado. Não vejo que seja uma tendência sazonal ou a abrandar tão cedo. A ponderar.

Em textos futuros abordarei esta questão, mas aqui ficam os graficos para análise.


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O próximo quadro apresenta as vendas dos espumantes com duas realidades bem distintas. Na base temos os espumantes de Vinho Verde, produzidos por método clássico. As vendas apresentam ligeiros aumentos ou reduções em alguns segmentos mas representam em geral uma realidade que não se tem alterado há vários anos. A linha que se destaca é a do espumante IG Minho produzido por método Charmat


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Casa do Vinho Verde


A palmeira da Casa do Vinho Verde está a morrer. Admito que tenha sido plantada pelo fundador da casa o Conde Silva Monteiro que, regressado do Brasil, via na pequena palmeira uma memória dos trópicos. Se vier à CVRVV vale a pena fotografa-la: em breve já lá não estará.

Entretanto não esqueça que até 19/02 está aberta ao público a esposição Rostos, com fotografia dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, pelo Egídio Santos. Aberta de segunda a sexta e ao sábado á tarde. Estamos quase nos 200 visitantes, uma surpresa.