quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Vendas até Setembro

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Aqui esão os mapas de vendas acumuladas aé Setembro. Como é habitual neste período, não coloco os stocks pois começam a ser influcenciados pelas DCPs. Colocarei o stocks pós vindima já com as DCP's incluídas, no início de Dezembro.

O mapa de branco é positivo ( tendo em conta o clima económico que vivemos ) registando um aumento de vendas de 3,2%. Note que, se comparar este texto com os anteriores, mantemos o aumento de vendas embora com menos expressão, o que nos indica que o crescimeno foi mais forte no primeiro semestre e tem-se vindo a diluir ao longo do ano. Estamos sempre a falar de crescimentos acumulados comparados ano a ano, pelo que a sazonalidade está descontada.


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O segundo mapa refere-se aos tintos e rosados. A tendência é a que vimos verificando, embora com maior expressão no rosado nos últimos meses. A manter-se esta tendência, é impressionante a evolução do rosado que, em breve, igualará o tinto em vendas.

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O último mapa apresenta-nos os restantes brancos, um conjunto de tendências que já se foram consolidando ao longo do ano. O Loureiro tem as vendas estáveis, sendo o segmento de maior relevo neste universo.

O Alvarinho cresce. Não há uma marca ou produtor cujos negócios expliquem só por si esta evolução. Diria que a polémica em redor da casta teve um efeito comercial positivo. As dezenas de artigos publicadas na comunicação social regional e sobretudo nacional afirmaram o Alvarinho como um vinho de excelência e isso teve um efeito positivo nas vendas, seja de Alvarinho DO, seja de IG. Ambas a crescer muito bem.

A última categoria é a do IG Minho, que esconde afinal uma questão essencial: os lotes com Alvarinho. É este segmento o que está a fazer crescer a categoria. Dentro de dias iniciaremos a segunda ronda de negociações para procurar soluções consensuais para a questão Alvarinho e espero vivamente que estes números sejam tidos em conta.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

OE 2015: cerveja ataca o Governo

Não é a primeira vez que o fazem e não é a primeira vez que o fazem com esta dureza. Já se tornou uma birra anual: de cada vez que sai uma proposta de OE, a associação dos cevejeiros vem toda janota criticar o Governo por não aumentar os impostos do vinho. É que, podiam argumentar com os valores do secor cervejeiro, os impostos que já pagam, os postos de tabalho que criam, mas não. O ponto forte da argumentação é que o vinho devia pagar mais impostos. Todos os anos a mesma lenga lenga e 2014 não é excepção.

Leia aqui o que dizem as cervejeiras.

Calculo que se juntem, tristes, ao fim do dia a beber uns finos tépidos e uns tremoços carregados de sal e a congeminar comunicados para ver se convencem o Governo a aumentar os impostos dos outros.

Quanto à opinião que as cervejeiras têm do vinho, são bem esclarecedoras as palavras do anterior presidente da Unicer, Pires de Lima, citadas pela Rádio Renascença "O vinho dá emprego a toda a gente, as empresas de vinho são todas umas pobrezinhas. Todos eles precisam de ser ajudados, protegidos, acarinhados, amamentados – quer dizer, nunca mais crescem!"

João Abecassis vai no mesmo sentido, ao que parece.

E de que se queixam as cervejeiras ? queixam-se de suportar um imposto de 7 centimos por litro de cerveja. Sim, é disso que se queixam, mais concretamente queixam-se de suportar 1,4 centimos de imposto por cada mini.

Já agora, de acordo com o Público, no fecho de 2013 a Unicer registou vendas de 460 milhões de euros e teve um resultado líquido de 27 milhões de euros.

Eu não quero que aumentem os impostos das cervejas nem os de ninguém Não vivo nem me alegro com o mal alheio. As cervejas são um negócio sério, gera valor e emprego, e por isso devem ter condições de competitividade. Esta consegue-se com menos impostos e não agravando a carga fiscal das restantes empresas.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

RTP: a Verdade do Vinho no Vinho Verde

Agendar: amanha, 14 de Outubro pelas 22:48 horas, encontramo-nos com a RTP 2 para a Verdade do Vinho.

Todas as semanas a RTP leva-nos por uma viagem de sabores e aromas ao longo do país com a Sónia Araújo e o Luís Baila. Esta semana, os Vinhos Verdes.




sexta-feira, 10 de outubro de 2014

José Afonso Pinheiro


Gosto de Monção e Melgaço, vou lá com frequencia, onde reencontro amigos, boa gastronomia, bons vinhos e ar puro. Este verão, estava a polémica do Alvarinho ao rubro lá fui eu com uns amigos almoçar, desta vez ao D Maria.

Porque a polémica do Alvarinho estava de facto quente nessa altura, não me surpreenderia se tivesse algumas reacções mais frias ( como vim a ter mais tarde de gente que aliás não produz vinho ).

O que se passou fica-me na memória. Entrei na sala do restaurante e vi o José Afonso Pinheiro, que se levantou da mesa onde estava, me deu as boas vindas a Monção e me disse logo que já que ali estava iria provar o vinho da sua produção. Ele sabia que o momento não era fácil mas que as relações entre as pessoas estão num nível diferente do debate das ideias, por muito duro que este seja,

O vinho tem destas coisas. É um negócio de pessoas, de Mulheres e Homens, é um negócio ligado ao território, é um negócio de paixões.

Lembro-me que o José Pinheiro, então Grão Mestre da Confraria me dizia que era preciso documentar quais os mercados de exportação e perceber como crescer em cada um destes, em vez de perdermos o tempo com discussões. Não mo disse no meio de polémica nenhuma. Por acaso sei a data exacta em que ele me disse isso, 13 de Junho de 2009 por ocasião da visita do Ministro da Saúde do Brasil, o Monçanense José Gomes Temporão, à sua terra natal. Se a região lhe tivessa dado ouvidos à data, talvez hoje estivéssemos a discutir outras coisas.

No dia em que a Região fez 106 anos havia no Porto cerimónias comemorativas, que me impediram de estar em Monção.

A vida.
Sempre que for ao D. Maria hei-de pedir Alderiz.

( foto: FB "Alvarinho-Monção e Melgaço" )


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Custos na viticultura


Conversa muito interessante com um viticultor que, de Excel em punho, me provou que este ano teve um custo médio de produção de 23 centimos/kg para uma produção de 9 toneladas/hectare. Contou com todos os bens e serviços excepto amortização do terreno e instalação.

Um número muito abaixo do que esperava e certamente bem mais baixo do que será a média da região. O valor mais frequente é de 35 a 38 centimos/quilograma.

Uma constatação que faço repetidamente e que me parece incompreensivel é o número de viticultores ( aqui incluo também engarrafadores ) que não dispõem de uma conta de custos rigorosa que permita determinar o custo de produção de cada quilograma de uva.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A vindima: ponto da situação


Cá estamos, com os brancos já muito avançados, talvez um pouco para entegar no vale do Sousa, e os tintos em pleno. E o tempo voltou a piorar...

A vindima de 2014 começou com 7 a 10 dias de adianto face à anterior. Do acompanhamento que temos feito às 50 maiores empresas e adegas vinificadoras que representam no conjunto cerca de 86% do volume da região, dispomos do seguinte apontamento quanto ao vinho branco:


  • produção deste universo em 2013 no fecho da vindima, 39M litros
  • produção deste universo a 4/10/2014, 30M litros.

Recordamos a previsão de produção do IVV, segundo a qual haverá uma baixa de cerca de 10% da produção. Não é fácil avançar números finais, pois os resultados das vinhas são muito díspares, por exemplo a EVAG teve uma ótima produção mas há muitos colegas com produções substancialmente inferiores.

Este ano é isto. Já merecemos um grande ano de uvas para compensar o que temos penado nestas últimas vindimas.