terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Exportações até Outubro


Este é o mapa até Outubro. Dispensa comentários. A ser assim, fecharemos o ano com o nosso recorde de exportações batido mais uma vez. Isto merece uma foto !




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Vendas em Novembro

Estamos a terminar um ano que nos pode e deve encher de orgulho. Isto por um motivo simples. É que temos um mercado nacional dificílimo, onde perdemos vendas, mas fomos buscar à exportação o mercado de que precisávamos. O Vinho Verde sempre foi um vinho exportador mas em 2014 estamos a afirmar isto como talvez nunca antes o tivéssemos feito: o país atravessa grandes dificuldades no retalho alimentar e no meio disto nós aumentamos vendas. Começo a acreditar que bem antes do fim da década vamos chegar aos 50% de exportação.


As vendas de branco crescem sustentadamente, embora sem que justifiquem grande foguetório. Esta linha suporta-se sobretudo na exportação, como verá, e sobretudo no primeiro semestre, sendo que o segundo foi mais discreto.

A verdade porém é que estamos a trabalhar com um stock baixíssimo: à boca da vindima praticamente não havia vinho, pelo que pouco mais se poderia ter vendido.


No tinto e rosado, o mapa que já vínhamos assistindo. O tinto sem grande alteração e o rosado continua a crescer de forma admirável. A continuar assim, mais dois anos e vendemos tanto rosado como tinto.

No plano de actividades para 2015 temos um projecto para questionar e repensar o tinto. E não é nada cedo para o fazermos.


Nos restantes segmentos, nada de novo face aos meses anteriores: aumentamos vendas em todos os produtos.

O Loureiro afirma-se, é a casta com maior encepamento na região, e o varietal mais vendido e segue de vento em popa. O Alvarinho cresce. Cresce no DO, no IG e cresce no Minho branco, que aqui não aparece identificado mas no qual grande parte são os lotes de Loureiro-Alvarinho e Trajadura Alvarinho.

Todos este segmentos crescem, todos crescem mais do que o VV branco do primeiro mapa e todos tem um PVP médio superior aquele. Bons sinais pois, a região ganha valor num ano em que não tem volume para vender.

Terça-feira, exportações: um aumento de 15% para o melhor ano de sempre.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Stocks em Novembro

Há bastante tempo sem escrever, ora por não conseguir colocar o trabalho em dia, ora por haver assuntos ( ex. Alvarinho ) que prefiro não abordar aqui, vou tentar nas próximas semanas emendar a mão e colocar artigos com maior periodicidade. Obrigado aos reclamantes: é bom saber que alguém lê esta página !

Dados de Novembro, que apresentei ao Conselho Geral há poucos dias.

O mapa de existências, abaixo, conta já com as DCP's fechadas que, sem surpresa, revelaram uma baixa de produção.


O único valor de gera alguma preocupação é o branco ( a somar ao mosto branco ) pois o stock não é nada elevado. Como é habitual alerto, sobretudo os colegas de comentário mais precipitado, para que é preciso saber onde se encontra este vinho. Veja o mapa seguinte.


O que se conclui é pois que o volume existente na produção é muito baixo uma vez que está repartido por, pelo menos, 10.000 pessoas. Fui analisar os mapas de igual data nos últimos três anos e constato que o volume de vinho feito pelos produtores individuais diminui significativamente. Não é um movimento sazonal, é uma tendência muito clara.

Ou seja, há uma concentração cada vez maior na operação da vinificação e o negócio tradicional de alguns armazenistas que levantavam pequenos lotes de vinho na produçao é cada vez mais limitado.

Por um lado, claramente melhoramos a qualidade da vinificação e somos mais competitivos no que se refere ao custo de vinificar pois este tem enormes economias de escala. Por outro,  a produção é um momento ainda mais determinante para o negócio. Quem vinificou ou garantiu fornecimentos está mais protegido; quem não o fez, irá encontrar um mercado de granel muito mais concentrado e naturalmente mais exigente em preço.

Amanhã, as vendas...