sábado, 16 de janeiro de 2016

As vendas no fecho do ano ( III ): as castas

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Dispensa grandes comentários este quadro que, a meu ver, se pode resumir numa só ideia: Loureiro e Alvarinho afirmam-se como marcas com valor reconhecido pelo cliente. Um dos assuntos que temos debatido é a segmentação da oferta da região. Se o VV de lote é a entrada de gama, quais são os segmentos de valor ? o cliente diz-nos claramente que são as castas, em particular estas duas.

Loureiro e Alvarinho são hoje expressões reconhecidas e valorizadas pelo cliente. Mais do que qualquer das sub-regiões. E já não é pouco vinho. São quase cinco milhões de litros/ano nas duas castas, tendo em conta que o Alvarinho IG será gradualmente convertido em DO.

E, note, não se inclui neste mapa os vinhos de duas castas como Loureiro/Alvarinho e Trajadura/Alvarinho que tem uma presença e potencial comercial muito fortes e que obviamente permitem negócios de volume muito mais interessantes do que os vinhos de uma só casta.

São pois boas notícias, o cliente indica-nos claramente um segmento de valor. Há que lhe dar resposta.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

As vendas no fecho do ano ( II ): tinto e rosado

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Elaborei este mapa com dados de uma década para dispormos de uma visão estrutural mais clara porque o que ele nos revela são duas tendências de fundo.

Por um lado o surgimento e afirmação do rosado. É um produto muito sazonal, que se vende sobretudo em vasilhame 0,75. Neste momento representa cerca de 5% do negócio do Vinho Verde. Tem potencial de crescimento embora certamente limitado pela quota do rosado no mercado global de vinhos que é limitada e em Portugal ainda mais o é. Porém temos feito excelentes rosados, são apreciados e premiados e a produção tem vindo a aumentar, pelo que a ligeiríssima baixa de 2015 pode ser apenas temporária.

Não assim com o tinto. Já aqui escrevi sobre isto. O tinto tem um problema sério de relacionamento com o cliente. Diria até de definição do produto. Lado a lado temos produtos muito tradicionais com experiências novas. E, mesmo estas, vão em dois rumos: por um lado os Vinhão e por outro lado vinhos completamente "fora da caixa" como os Pardusco e Aphros.

Esta descida de vendas do tinto só não é um problema maior porque a produção tem descido, as renovações de vinha estão a ser feitas intensamente para branco e assim o mercado tem encontrado novos equilíbrios.

Não acho que a região deva desistir do tinto. Seria um erro concentrar toda a nossa força comercial num só produto. Devemos dar força ao branco mas também acompanha-lo de outras categorias que nos sirvam de refúgio. Mais, o tinto é, no mercado mundial, tipicamente o vinho melhor remunerado. Não devemos estar fora desse negócio. E mais, o tinto foi tradicionalmente o nosso vinho número 1: não devemos desperdiçar essa herança.

Porém relançar o tinto significa definir um rumo, alinhar a enologia e alinhar a comunicação. 

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

As vendas no fecho do ano ( I ): o branco

Farei vários textos à medida que os dados forem aparecendo. aqui fica o primeiro, com os dados gerais ( sem destinos ) emitidos a partir dos mapas da CVRVV.

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Os grandes segmentos não evoluem muito: somos uma região de brancos. Comparei este mapa com o de 2011 e não há grande mudança: o tinto perdeu mercado, o loureiro e o alvarinho ganharam. Mas é uma evolução muito pequena porque o branco é tão prevalente que seria necessária uma evolução enorme num segmento pequeno para afectar esta massa de 80% do negócio.

Um alerta pois a quem está a reconverter vinhas e por isso tem de analisar prospectivamente o mercado para os próximos 20 anos: a menos que ache que haverá uma inversão, o nosso mercado é de brancos. 

De seguida veremos cada segmento.


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As vendas do branco estagnaram em 2015. Não é surpresa nem é mau, já o venho apontando deste o início do ano.Em 2015 tínhamos um stock muito limitado. À boca da vindima havia pouquíssimo branco em stock. Era pois previsível que os aumentos verificados no primeiro semestre se fossem doluindo ao longo doano. E foi exactamente isso que acontecer. Terminar o ano nos mesmos valores de 2014 é pois um bom resultado.

Correspondeu além disso a um aumento médio do preço de venda em toda a fileira. Aumentou a cotação do granel e aumentou o pvp. Pela primeira vez ( fonte: Nielsen via IVV ) o preço médio do Vinho Verde ultrapassou o dos nossos colegas do Alentejo, o lider nacional.

Passamos pois 2015 a vender o que havia e valorizamos o produto. Bem !

Só uma nota final. Trata-se das vendas de branco ordenadas por segmento de vasilhame. Fico surpreendido com o que ainda se vende em garrafa de litro e em garrafão. Comparando com os anos anteriores, vem descendo mas é curioso que, sendo clara, porém a descida é lenta. E o mesmo no tinto: em 2015 vendemos 435 mil litros de branco e garrafão e 495 mil de tinto !


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Vinho Verde: stocks em Janeiro


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Iniciamos o ano com um stock que nos garante serenidade seja para produtores seja para comerciantes. Não é tão elevado que justifique desvalorizações nem tão baixo que limite as vendas. 

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Dediquemo-nos pois ao cliente !
Amanha publico aqui as vendas.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Ano novo, tempo de poda !



A Academia do Vinho Verde e a EVAG, em parceria com 6 entidades, promovem durante o mês de Janeiro de 2016, seis sessões de formação dedicadas ao tema “Poda de Inverno e Condução da Vinha - (princípios da poda; tipos de poda), com uma componente eminentemente prática em campo, nas seguintes datas e locais:

8 de Janeiro, 6.ª feira – Penafiel (Cooperativa Agrícola)
12 de Janeiro, 3.ª feira – Castelo de Paiva (Quinta do Outeiro - Bairros)
15 de Janeiro, 6.ª feira – Felgueiras (Quinta da Lixa)
19 de Janeiro, 3.ª feira – Braga (Cooperativa Agrícola – CAVAGRI)
26 de Janeiro, 3.ª feira – Mondim de Basto (Câmara Municipal de Mondim de Basto)
29 de Janeiro, 6.ª feira – Ponte de Lima (Adega Cooperativa de Ponte de Lima)

Objectivos

A poda disciplina e estimula o crescimento dos gomos que contêm todo o potencial produtivo da vinha em cada ano, sendo a poda a técnica mais importante e eficaz que o viticultor dispõe para disciplinar a produção no sentido do equilíbrio entre quantidade e qualidade. Com o objectivo de promover boas práticas culturais na Região, a Academia do Vinho Verde e a EVAG promovem uma acção de formação com uma forte vertente prática no campo, associada a uma sessão inicial de esclarecimentos sobre os fundamentos teóricos desta intervenção cultural.

Programa

14:00 Fundamentos da operação da poda de inverno

15:15 Sessão prática no campo em grupos


Os formandos devem trazer para a acção de formação a sua tesoura de poda.

Formadores: Eng.º João Garrido e Eng.ª Teresa Mota 

Informações:  Eng.º Gonçalo Magalhães gmagalhaes@vinhoverde.pt

                        Telefone: 914 642 355